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Mais da metade das brasileiras que já se relacionaram com homens afirmam ter sofrido violência, diz pesquisa

G1 (Globo)
Mais da metade das brasileiras que já se relacionaram com homens afirmam ter sofrido violência, diz pesquisa

ONP 요약

A recent survey finds that 54% of Brazilian women who have had relationships with men report experiencing violence, contrasting with only 11% of men admitting aggression. Meanwhile, the country recorded 1.84 million workplace accidents since 2023 and formal employment fell 25% in the first half of the year.

Mais da metade (54%) das brasileiras que já se relacionaram com homens afirmam ter sofrido algum tipo de violência, enquanto apenas 11% dos homens reconhecem ter cometido algum tipo de agressão contra a parceira ou ex-parceira.
É o que aponta a pesquisa de opinião “20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva.
O levantamento mostra também que cerca de 30 milhões de mulheres dizem já ter sido vítimas de violência por um parceiro ou ex-parceiro. Quando questionadas sobre situações específicas de violência, esse número sobe para quase 48 milhões de brasileiras.
Entre os principais obstáculos no enfrentamento da violência contra a mulher, a maioria das entrevistadas aponta o medo de denunciar por represálias ou por falta de proteção (68%) o risco de impunidade dos agressores (56%), e a lentidão da justiça (39%).
O objetivo do estudo é avaliar o conhecimento, a percepção da efetividade e os desafios da Lei Maria da Penha após 20 anos de sua criação, investigando como a sociedade reconhece as diferentes formas de violência contra a mulher, os mecanismos de proteção e as expectativas em relação ao futuro.
🔎 A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é o principal instrumento jurídico do Brasil para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ela homenageia a farmacêutica Maria da Penha, que ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de feminicídio por parte do marido e lutou por quase duas décadas para ver seu agressor punido.
Brasil bate recorde de casos de feminicídio em 2025
Os resultados da pesquisa mostram avanços importantes promovidos pela legislação, mas também revelam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural.
Segundo o estudo, a superação desse problema exige atuação articulada do Estado, fortalecimento das redes de proteção e transformações culturais capazes de enfrentar o machismo, a misoginia e outras desigualdades de gênero.
🔎 A pesquisa ouviu 1.500 pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, por meio de entrevistas digitais de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.
Violência costuma ser praticada por homens próximos, na percepção das brasileiras
Parceiros ou ex-parceiros: 88%
Familiares ou parentes próximos: 33%
Pessoas conhecidas: 29%
Desconhecidos: 27%
Todos os tipos de homens igualmente: 9%
Outras mulheres: 6%
Violência psicológica é a forma mais relatada pelas mulheres
Mais da metade das brasileiras afirma já ter sofrido pelo menos um dos tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha.
Violência psicológica: 42%
Violência física: 25%
Violência moral: 19%
Violência sexual: 10%
Violência patrimonial: 9%
Mulheres acionariam mais a polícia; homens dizem que interviriam diretamente
Ao presenciarem um homem agredindo uma mulher:
Chamariam a polícia ou outras autoridades: 70% das mulheres | 56% dos homens
Procurariam ajuda de outras pessoas: 11% das mulheres | 4% dos homens
Tentariam intervir discretamente, sem uso da força: 9% das mulheres | 19% dos homens
Tentariam intervir diretamente, usando a força se necessário: 7% das mulheres | 15% dos homens
Não interfeririam: 1% das mulheres | 3% dos homens
Não souberam responder: 1% das mulheres | 3% dos homens
Delegacia da Mulher é o serviço de apoio mais conhecido
Entre as mulheres entrevistadas, o serviço mais conhecido é:
Delegacia da Mulher: 75%
Ligue 180: 64%
Polícia Militar (190): 55%
Disque Denúncia: 54%
CRAS e CREAS: 34%
Juizados de Violência Doméstica e Familiar: 34%
SOS Mulher: 32%
Casa da Mulher Brasileira: 32%
Defensoria Pública: 29%
Ministério Público: 23%
Violência contra a mulher, mão de socorro
Nino Caré/Pexels
Obstáculos no enfrentamento da violencia contra a mulher
Entre as mulheres entrevistadas, o maior obstáculo identificado foi:
Medo de denunciar por represálias ou falta de proteção: 68%
Impunidade dos agressores: 56%
Lentidão da Justiça: 39%
Cultura que naturaliza ou minimiza a violência: 35%
Falta de serviços de apoio às vítimas: 25%
Falta de aplicação das leis: 24%
Falta de preparo das forças de segurança: 23%
Falta de informação sobre direitos e canais de ajuda: 17%
Falta de envolvimento dos homens no enfrentamento da violência: 13%
Maioria associa a Lei Maria da Penha à proteção das mulheres
Entre as mulheres que conhecem ou já ouviram falar da lei:
Proteção às mulheres e às vítimas: 73%
Responsabilização criminal dos agressores: 15%
Prevenção e enfrentamento da violência: 4%
Proteção institucional e acesso à Justiça: 3%
Direitos e cidadania: 3%
Críticas ou negação da lei: 1%
Outros: 1%
Violência patrimonial ainda é a modalidade menos conhecida
Entre as mulheres entrevistadas:
Violência física: 88%
Violência psicológica: 78%
Violência sexual: 76%
Violência moral: 61%
Violência patrimonial: 46%
Além disso, apenas 39% sabem que a Lei Maria da Penha abrange esses cinco tipos de violência.
Medidas protetivas de urgência são amplamente conhecidas
Conhecimento dos direitos e medidas previstos na lei:
Medidas protetivas para impedir aproximação do agressor: 83%
Afastamento do agressor do lar: 74%
Abrigos para mulheres em situação de risco: 68%
Atendimento psicológico e jurídico gratuito: 64%
Proteção patrimonial das vítimas: 38%
Como eram tratadas as situações de violência doméstica e familiar antes da Lei
Entre as mulheres entrevistadas:
Predominava a ideia de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”: 81%
Mulheres não tinham onde buscar ajuda: 81%
As punições aos agressores eram brandas: 64%
Além disso:
7 em cada 10 mulheres afirmam que a Lei Maria da Penha tem impacto real na vida das mulheres.
54% dizem se sentir mais protegidas pela existência da lei.
3 em cada 4 brasileiras afirmam que a legislação as tornou mais conscientes sobre os riscos de sofrer violência.
77% das mulheres creem que os homens não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens
Homens dizem que a Lei Maria da Penha mudou seu comportamento
57% homens concordam com a frase: “A existência da Lei Maria da Penha faz com que eu trate as mulheres de forma melhor”.
60% homens concordam com a frase: “A Lei Maria da Penha faz com que eu me sinta mais em alerta sobre os riscos de cometer violência no meu dia a dia”.
Maioria considera que a lei protege as mulheres apenas parcialmente
Perguntadas se a Lei Maria da Penha protege as mulheres contra a violência doméstica e familiar:
Sim: 25%
Em parte: 67%
Não: 8%
Além disso:
80% concordam que a Lei Maria da Penha ainda não funciona na prática como deveria.
82% entendem que a legislação, sozinha, não é suficiente para enfrentar a violência contra a mulher.
Apenas 41% consideram que as forças de segurança pública estão preparadas para atender adequadamente mulheres em situação de violência.
Apoio às vítimas e punição mais rígida aos agressores lideram lista de medidas consideradas eficazes
As ações apontadas como mais importantes para enfrentar a violência contra a mulher foram:
Ampliar o apoio e a proteção às vítimas (assistência, atendimento psicológico, jurídico e abrigos): 91%
Endurecer as leis e aumentar a punição aos agressores: 91%
Melhorar a aplicação das leis e o funcionamento da Justiça: 90%
Promover educação e prevenção da violência (escolas, campanhas e conscientização): 89%
Facilitar o acesso aos canais de denúncia: 89%
Promover a autonomia financeira das mulheres: 88%
Fortalecer a atuação das forças de segurança: 88%
Criar grupos de reflexão para homens que cometeram violência: 73%.
*Pesquisa inédita foi realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, com apoio da Uber.
Onde denunciar
A denúncia é fundamental para romper o ciclo da violência contra a mulher, permitir a responsabilização dos agressores e garantir que as vítimas tenham acesso à rede de proteção e aos serviços de apoio.
🚨Casos de violência podem ser denunciados pelo telefone 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona gratuitamente em todo o país e oferece orientação sobre os direitos das vítimas e os canais de atendimento.
Em situações de emergência ou flagrante, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Também é possível registrar ocorrência em delegacias, especialmente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), ou buscar atendimento no Ministério Público e na Defensoria Pública. ...

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이 사건 개요

Brazil reports high rates of violence against women, a rise in workplace accidents, and a

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핵심 포인트

  • 54% of Brazilian women who have had relationships with men report violence
  • 1.84 million workplace accidents recorded since 2023
  • Formal job creation fell 25% in first half of year

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