Trump impõe série de humilhações públicas a Netanyahu

AI Summary
The United States has completed a peace agreement with Iran that Israel was not consulted on beforehand. At a G7 summit, President Trump publicly criticized Israeli Prime Minister Netanyahu for military operations in Lebanon during the negotiation period. Netanyahu stated Israel was not briefed on the deal and indicated the country would not accept it, highlighting a significant rift in the US-Israel relationship over regional security strategy.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize how Israel's exclusion from the agreement creates a significant risk of disruption and question the implications for regional stability and the long-term US-Israel relationship. They frame Israel's sidelining as a fundamental challenge to the deal's viability.
Moderate: Centrist outlets report Trump's public criticism of Netanyahu and Israel's subsequent objections to the agreement, presenting both leaders' positions and discussing the practical challenge of negotiating a peace deal with Iran when a powerful regional actor was not consulted and now opposes it.
Conservative: Conservative-leaning outlets emphasize Trump's bold public rebuke of Netanyahu as a significant display of resolve, highlighting Israel's exclusion from viewing the deal text before signing. They focus on the unprecedented nature of Trump taking a hard line against his longtime ally on military and regional security matters.
Trump eleva tom e cobra de Israel responsabilidade no Líbano
Se o clima entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu já estava azedo, o presidente americano tratou de piorá-lo nesta terça-feira (16), ao sugerir que o novo regime sunita da Síria poderia “dar um jeito no Hezbollah” e dar conta do recado de forma mais responsável do que ele julga que o premiê de Israel vem fazendo no Líbano.
“Você não precisa demolir um prédio de apartamentos toda vez que estiver procurando por alguém”, afirmou Trump. “Se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todos os outros, ele (Ahmed al-Sharaa, presidente sírio) fará o trabalho.”
A proposta de Trump para a intervenção síria no Líbano é irreal - embora ele tenha se aproximado do presidente sírio, um ex-jihadista sunita -, mas equivale a um novo soco no estômago de Netanyahu, que nas últimas semanas ouviu insultos e palavrões do presidente americano.
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Trump critica Netanyahu e sugere que Síria lide com Hezbollah: 'Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo'
Trump, inclusive, fez questão de vazá-los, insatisfeito com a ofensiva crescente dos ataques de Israel no Líbano, que era impeditivo para um acordo com o Irã.
A urgência de Trump em encerrar a guerra atropelou Netanyahu, que a cinco meses das eleições, sai isolado e como perdedor no confronto com o Irã, sem alcançar seus objetivos de eliminar o programa nuclear e mudar o regime.
O presidente Donald Trump responde a uma pergunta de um repórter ao final de uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, em 29 de dezembro de 2025, em Palm Beach, Flórida.
AP/Alex Brandon, arquivo
O premiê perde também internamente depois de fracassar na promessa de, com a guerra, traria paz aos israelenses.
O variado espectro político de Israel, incluindo os aliados do primeiro-ministro, reagiu mal ao anúncio do acordo entre EUA e Irã, firmado à revelia e sem a participação do chefe de governo.
Netanyahu convenceu Trump a entrar na guerra, mas foi deixado de fora na hora de sair dela - sequer teve acesso aos termos do acordo. Mas ainda parece disposto a resistir em manter suas tropas no Sul do Líbano.
No entender do colunista Amos Harel, especialista em assuntos militares do jornal “Haaretz”, o confronto com o Irã se configurou como o segundo pior fiasco na longa carreira do premiê, atrás do massacre do Hamas em 7 de outubro de 2023.
“Encerrar a guerra nesses termos não é uma boa notícia para nenhum israelense porque o Irã parece ter saído do conflito ainda mais forte e determinado”, escreveu o colunista.
'Nossa luta não acabou', diz Netanyahu após EUA e Irã assinarem acordo de paz
Os objetivos iniciais de Trump em relação ao Irã foram relegados e converteram-se numa meta primordia: a reabertura do Estreito de Ormuz.
Embora os termos do acordo ainda não estejam claros, os custos políticos podem ser altos para o atual governo: o programa nuclear não foi desmantelado e os fundos congelados à República Islâmica devem ser liberados.
Mais uma vez, fica a sensação de looping no ciclo de tensões com o Irã. Mas a guerra serviu para minar o número de aliados de Netanyahu nos EUA, assim como a influência que ele exercia sobre o presidente americano.
O premiê israelense sabia manobrar a bajulação a Trump e chegou a indicá-lo para o Prêmio Nobel da Paz. Como recíproca, era chamado de herói e tinha no presidente um defensor do indulto a seus imbróglios na Justiça por corrupção.
Embora publicamente neguem a ruptura, ambos caminham a passos largos para uma relação, no mínimo, deteriorada, a despeito da preservação de interesses mútuos entre os dois países.
Netanyahu agora é tachado de maluco, complicado e sem um pingo de bom senso, para citar os adjetivos mais amenos proferidos por Trump. O apoio a Israel despencou nos EUA. Dificilmente, o premiê terá argumentos plausíveis para convencer o presidente americano a embarcar em outra empreitada militar.
Decretar, contudo, a humilhação pública de Netanyahu ao fim de sua longeva carreira política em Israel é sempre prematura. O vago teor do memorando de entendimentos entre EUA e Irã pode dar a ele mais uma chance de sobrevivência. ...
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