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Ex-prefeito, empresária e filha de servidor suspeitos de fraude de R$ 27 milhões vão continuar presos em MS

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Ex-prefeito, empresária e filha de servidor suspeitos de fraude de R$ 27 milhões vão continuar presos em MS

Investigação apura fraudes de R$ 27 milhões na compra de livros e desvios na saúde
Três pessoas presas na Operação Gutenberg, que investiga fraudes na compra de livros em Mato Grosso do Sul, passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (9) e tiveram as prisões mantidas pela Justiça.
Os suspeitos de envolvimento no esquema são a empresária Rossana Paroschi Jafar, dona de uma gráfica em Campo Grande; a empresária Jéssyca Duarte Bugartt, filha do servidor da área de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ed Carlo Britto Burgatt e o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior.
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Os três fazem parte do grupo de 12 pessoas presas na terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS).
As investigações apontam que servidores da área da saúde teriam condicionado a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros vendidos pelo grupo criminoso.
Para os investigadores, o grupo é suspeito de fraudar contratos públicos para a compra de livros e movimentar mais de R$ 27 milhões em recursos públicos. Entre os presos estão, ainda, advogados, uma médica, empresários, servidores público e familiares.
Confira abaixo o nome dos presos na operação:
Paulo Rogério de Melo
Douglas Henrique de Melo
Francisco Anizio dos Santos
Matheus Oliveira Peixoto -
Felipe Paroschi Jafar
Olívia Paroschi Jafar
Ed Carlo Britto Burgatt
Gabriel Taquino de Paula
Joatan Gomes Peixoto
Rossana Paroschi Jafar
Jéssyca Duarte Burgatt
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior
O que dizem as defesas?
A defesa de Francisco Anizio dos Santos, Ed Carlo Britto Burgatt, Gabriel Taquino de Paula, Matheus Oliveira Peixoto e Joatan Gomes Peixoto disse que ainda não teve acesso aos autos.
O g1 não localizou até a última atualização desta reportagem as defesas de Felipe Paroschi Jafar, Olívia Paroschi Jafar, Jéssyca Duarte Burgatt e Rossana Paroschi Jafar.
A defesa de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior disse que ainda não teve acesso à íntegra do processo e "tampouco aos fundamentos da decisão, motivo pelo qual qualquer manifestação seria prematura. Tão logo tenha conhecimento dos autos, a defesa se pronunciará pelas vias adequadas".
A defesa de Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo não respndeu aos contatos feitos pelo g1.
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Liberação de exames e cirurgias em hospitais públicos dependia da compra de livros em fraude de R$ 27 milhões em MS
Esquema movimentou mais de R$ 27 milhões
Segundo o MPMS, o grupo contava com a participação de servidores públicos para direcionar contratações sem licitação destinadas à compra de livros paradidáticos. Na casa de um dos investigados, foram apreendidos R$ 69.795 e US$ 907.
As investigações apontam que os contratos sob suspeita somam mais de R$ 27 milhões. Conforme o Ministério Público, o dinheiro era distribuído entre integrantes da organização, servidores públicos e pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos.
A investigação também indica que servidores da área da saúde condicionavam a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à compra de livros vendidos pelo grupo. Segundo o MPMS, a organização continuava em atividade e mantinha contratos em diversos municípios.
A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos, pelo menos 12 foram cumpridos. Também foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros. A escolha, conforme o órgão, está relacionada ao uso dos livros para dar aparência de legalidade ao esquema investigado.
Da esquerda para a direito, Rossana Paroschi Jafar, Jéssyca Duarte Burgatt e Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior.
Reprodução
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