Fogueira, tradição e fé: saiba como São João Batista deu origem às festas juninas

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Fogueira, tradição e fé: o que São João Batista tem a ver com as festas juninas?
Foto 1: Reprodução/CNBB | Foto 2: Pixabay/Reprodução
As festas juninas são marcadas por fogueira, comidas típicas, quadrilhas e celebrações populares em todo o Brasil. Mas, por trás da festa, existe uma origem religiosa ligada diretamente a São João Batista, santo padroeiro de Caçapava e que é considerado um dos nomes mais importantes da Igreja Católica.
Em entrevista ao g1, o padre Leandro dos Santos, pároco da Igreja Nossa Senhora D'Ajuda, de Caçapava, explicou como essas tradições nasceram a partir da história do santo e de sua importância dentro do cristianismo.
De acordo com o padre, a celebração de São João está diretamente ligada ao próprio nascimento do santo, comemorado nesta quarta-feira, dia 24 de junho.
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“Essa é uma das poucas datas em que a Igreja celebra o nascimento de um santo. Além de Jesus e da Virgem Maria, São João Batista também tem essa solenidade porque ele participou diretamente do mistério da salvação”, explicou.
Entre os principais símbolos das festas juninas está a fogueira, que, segundo a tradição católica, tem origem no nascimento de São João Batista.
“Diz a tradição que Santa Isabel acendeu uma fogueira para avisar Maria sobre o nascimento de João Batista. Esse gesto virou um símbolo da celebração”, contou o padre.
Fogueira também é vista como ponto de encontro durante festas juninas.
Gustavo Leme
Com o passar do tempo, esse costume religioso se transformou em uma das marcas mais conhecidas das festas juninas no Brasil.
O padre também explicou que, originalmente, a celebração era chamada de “festa joanina”, em referência direta a São João Batista. Com a inclusão de outros santos comemorados no mês de junho, como Santo Antônio e São Pedro, o nome acabou sendo modificado para “festa junina”.
“Era a festa de São João, e depois outros santos foram incorporados. Por isso o nome mudou, mas a origem continua sendo ligada a ele”, afirmou.
Mais do que tradição religiosa, o padre destaca que as festas juninas também representam valores de convivência e união entre as pessoas.
“Elas expressam a fé do povo, mas também a fraternidade. São momentos de encontro, de partilha, de família reunida. Isso é muito importante nos dias de hoje”, disse.
Segundo ele, manter essas celebrações é uma forma de preservar a cultura e a religiosidade popular.
“São festas que ajudam a manter viva a tradição de estar junto, de celebrar em comunidade”, completou.
Boldo de milho e curau
Davi Valle/Prefeitura de Cuiabá
Além da fogueira, outro símbolo tradicional das festas juninas é o balão. Apesar de atualmente ser proibido por representar risco de incêndios, o costume surgiu como uma forma de anunciar e homenagear o nascimento de São João Batista.
As comidas típicas também têm relação com o período. Como junho coincide com a época da colheita do milho em grande parte do país, pratos como pamonha, canjica, curau, bolo de milho e milho cozido passaram a integrar as celebrações e acabaram se tornando uma tradição das festas juninas.
Para a Igreja Católica, porém, a figura central da celebração continua sendo São João Batista. Considerado o precursor de Jesus Cristo, ele é lembrado por ter preparado o povo para a chegada do Messias e por ter realizado o batismo de Cristo nas águas do rio Jordão.
“São João é alguém que aponta para Jesus. Toda a missão dele foi preparar os corações para acolher Cristo. Por isso ele ocupa um lugar tão importante na fé cristã”, destacou o padre Leandro.
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