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PM acusado de tortura espancou vítima dentro de batalhão, na frente de outros militares, diz Ministério Público

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PM acusado de tortura espancou vítima dentro de batalhão, na frente de outros militares, diz Ministério Público

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PMs viram réus por tortura e extorsão no litoral do Paraná
O policial militar Patrick Luiz da Rosa, acusado de praticar torturas, espancou uma das vítimas dentro da sede da 5ª Companhia da Polícia Militar em Pontal do Paraná, no litoral do estado, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Assim como ele, o policial militar Rodrigo Ramos Patrício Pinto também é acusado de usar a função pública e a estrutura do Estado para espancar vítimas e exigir pagamentos em dinheiro. Eles foram presos na manhã de segunda-feira (29).
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As investigações apontaram que o policial encontrou a vítima invadindo casas na cidade. O homem já tinha sido agredido por Patrick e Rodrigo em outra ocasião, depois de supostamente ter cometido um outro furto a residência.
Patrick enviou mensagens ao colega relatando o que havia acontecido, ao que Rodrigo respondeu: "Quebra a mão, braço, perna. Não adianta levar para a DP [delegacia de polícia]".
Patrick Luiz da Rosa e Rodrigo Ramos Patrício Pinto são acusados de usar a função pública e a estrutura do Estado para espancar vítimas e exigir pagamentos em dinheiro
Reprodução
Segundo o Gaeco, as agressões contra a vítima dentro do batalhão aconteceram "na presença de demais militares estaduais e de civis", o que, conforme o órgão, demonstra que "os militares estaduais ora investigados desacreditam de qualquer mecanismo eficiente de controle, seja institucional ou de controle externo".
"É alarmante que os agentes do Estado, que deveriam combater e investigar crimes, estivessem unidos para praticá-los", aponta o documento.
O g1 questionou o Ministério Público se os militares que presenciaram os crimes também são investigados, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
A defesa dos policiais falou que os autos estão em segredo de Justiça, que busca acesso a eles e que, por isso, não tem como esclarecer qualquer ponto abordado.
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que os policiais permanecem presos e foram afastados das atividades. Disse ainda que "não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais". Leia a íntegra da nota a seguir.
Primeira agressão contra a vítima foi filmada
Segundo Gaeco, policiais usaram a função e a estrutura do Estado para praticar os crimes
Reprodução
Conforme as investigações, a primeira agressão contra a vítima teria acontecido dentro de uma casa de veraneio, depois que ela foi flagrada pelos dois policiais durante o atendimento a uma ocorrência de invasão de domicílio.
Um vídeo compartilhado entre os policiais em agosto de 2025 mostra os PMs torturando o homem com pedaços de madeira, socos e chutes. No relatório da investigação, há um alerta para "cenas fortes".
Na descrição feita pelo Gaeco, os agentes afirmam que a vítima "a todo momento urra de dor em meio aos estrondos secos provocados pelas agressões desferidas com pedaços de madeira".
O g1 optou por não exibir a íntegra do vídeo. Os trechos borrados e sem áudio podem ser vistos no vídeo abaixo.
Dois policiais militares são presos por tortura no litoral
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Policial admitiu agressões em mensagem, diz Gaeco
Os celulares dos dois policiais foram apreendidos depois que, em novembro de 2025, outro homem procurou o Gaeco e relatou que foi vítima de tortura e extorsão.
De acordo com o Gaeco, Patrick Luiz da Rosa admitiu as agressões em mensagens enviadas para a companheira.
Na mesma noite em que a vítima relatou ter tido o braço quebrado pelos PMs, Patrick disse para a companheira que "estava espancando quatro pessoas no meio do mato, escondido". Ele diz ainda: "estávamos quebrando o braço e os dedos deles".
A vítima relatou que, depois de ser torturada, passou a receber mensagens pelo celular pedindo pagamentos quinzenais de até R$ 3 mil para "sua paz e dos seus familiares do corre".
Policial admitiu agressões em mensagem, diz Gaeco
Reprodução
Leia a íntegra da nota da Polícia Militar do Paraná
"A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que, na manhã desta segunda-feira (29), por meio de sua Corregedoria-Geral (COGER), prestou apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) em uma ação realizada no município de Paranaguá, no litoral do Estado, voltada à investigação da possível prática de crimes cometidos por parte de agentes. Durante a operação denominada Hubris, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva em desfavor de dois policiais militares, que permanecem custodiados e afastados de suas atividades. A PMPR reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a moralidade, a ética e a transparência, destacando que não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais".
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