Amapá terá forte estiagem no 2º semestre de 2026, segundo Defesa Civil
Defesa Civil do Amapá fala sobre a situação em municípios afetados por cheia dos rios
A Defesa Civil do Amapá prevê um período crítico de estiagem no segundo semestre de 2026. O fenômeno deve ser mais intenso que nos anos anteriores, com risco de secas severas e incêndios florestais em várias regiões do Estado.
O alerta se soma à previsão da Organização Meteorológica Mundial (ONU), que aponta efeitos extremos do El Niño até agosto. O fenômeno ocorre quando as águas do Pacífico aquecem e liberam mais umidade, desorganizando o clima em diferentes partes do mundo (entenda mais abaixo).
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No Amapá, municípios sofrem todos os anos com a estiagem. Em Tartarugalzinho, por exemplo, a seca e as queimadas levaram à decretação de emergência por três anos seguidos.
Segundo o secretário de Defesa Civil, Frederico Medeiros, o Estado sai de um período de fortes chuvas e agora volta a atenção para o segundo semestre. Ferreira Gomes e Tartarugalzinho decretaram emergência por inundações que atingiram mais de 200 famílias, somando mais de mil pessoas.
“A situação segue de atenção, entretanto o cenário é bem mais tranquilo. Já tivemos uma redução significativa no nível dos rios e na vazão, então entendemos que, em relação às inundações, não devemos mais sofrer neste período. Agora seguimos com a atenção voltada para a estiagem, por conta do prenúncio de um super El Niño neste ano. A Defesa Civil está atenta porque os efeitos dele, aqui na nossa região, significam estiagem que pode trazer incêndios florestais e escassez hídrica”, explicou.
Leito do rio Tartarugalzinho em 2025
Prefeitura de Tartarugalzinho/Divulgação
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O monitoramento das chuvas segue até julho, com atenção especial a Macapá e Santana. Nessas cidades, pancadas fortes provocam alagamentos frequentes.
“O clima está instável e chuvas intensas acontecem mesmo em dias de sol. Problemas de drenagem agravam os alagamentos, por isso seguimos monitorando e fazendo inspeções em campo”, explicou o secretário.
Cheia em Tartarugalzinho no Amapá
Reprodução
El Niño 2026
A chefe da Organização Meteorológica Mundial afirmou que o El Niño de 2026 será “no mínimo moderado, possivelmente forte”.
O último episódio, em 2024, contribuiu para o ano mais quente já registrado. O fenômeno aquece as águas do Pacífico e altera o clima em várias partes do mundo, provocando chuvas intensas em algumas regiões e seca em outras.
Entre os riscos estão doenças ligadas ao calor, como dengue e malária, além da pressão sobre o abastecimento de água e alimentos. No Brasil, a geração de energia hidrelétrica também pode ser afetada. A ONU alerta para incêndios na Amazônia, secas no Nordeste e enchentes e deslizamentos no Sudeste.
A ONU reforçou que os impactos do El Niño podem afetar clima, economia e segurança. O fenômeno é um dos poucos que podem ser previstos, o que torna essencial investir em sistemas de alerta e preparação.
Operação Amapá Verde atua no combate a incêndios florestais
Divulgação/CBM-AP
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