Após troca de bombardeios e nova trégua, Trump diz que Irã 'pediu reunião' na terça; Teerã nega

ONP Summary
An agreement signed June 17 between the United States and Iran to end military operations in the region became contested within days, as both nations accused the other of violating the ceasefire. Competing military strikes centered on control of the Strait of Hormuz, a critical shipping route. The parties subsequently agreed to suspend attacks and restart diplomatic negotiations, with approximately $6 billion in Iranian assets frozen in Qatar being unfrozen as part of the settlement.
Progressive: Progressive-leaning outlets characterize the escalation as a dangerous strategic game where both sides raise pressure while carefully avoiding genuine conflict, suggesting mutual posturing rather than sincere de-escalation.
Moderate: Centrist outlets focus on the factual sequence: the agreement, subsequent mutual accusations of violations, competing military actions, and the resumption of diplomatic channels, with control of the Strait of Hormuz as the underlying dispute.
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EUA e Irã chegam a acordo para cessar ataques e retomar diálogo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (29) que o Catar liberará US$ 6 bilhões - o equivalente a R$ 31 bilhões - em ativos iranianos congelados.
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Em meio a críticas sobre o acordo provisório assinado com os EUA para tentar dar fim à guerra entre os países, devido aos ataques ocorridos no Golfo Pérsico neste fim de semana, Pezeshkian defendeu os termos das negociações.
Em declaração à mídia estatal, chamou o acordo de "uma grande vitória para o povo iraniano".
"Com base nos planos elaborados, US$ 6 bilhões do total de US$ 12 bilhões em recursos iranianos no Catar serão liberados e devolvidos ao país, e os procedimentos de acompanhamento necessários estão sendo realizados”, afirmou, sem dar mais detalhes.
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mostra assinatura em memorando de entendimento com os EUA, em 18 de junho de 2026
Gabinete Presidencial do irã via AP
Neste domingo (28), o Irã e os Estados Unidos concordaram em interromper as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, informou o site Axios.
Os dois lados planejam se reunir nesta terça-feira (30) em Doha, no Catar, relatou o Axios, citando uma autoridade sênior dos EUA. Uma autoridade da Casa Branca que não quis se identificar confirmou a interrupção dos ataques à agência de notícias Reuters.
Apesar dos relatos, nesta segunda, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que não há reuniões entre os representantes dos dois países, para seguir as negociações do memorando de entendimento, agendadas para esta semana, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.
A volta dos ataques após assinatura do acordo
Uma rodada de negociações mediadas, liderada pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, foi realizada na Suíça há uma semana, e Washington suspendeu sanções contra Teerã, mas os combates foram retomados e intensificados desde então.
O aparente retorno à diplomacia entre EUA e Irã ocorre após vários dias de ataques e contra-ataques, iniciados quando um projétil iraniano atingiu um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira (25); tanto os EUA quanto o Irã acusaram um ao outro de violar um cessar-fogo provisório acordado em 17 de junho.
O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na manhã deste domingo, logo após o presidente Donald Trump ameaçar eliminar a liderança iraniana caso não cumprissem o acordo para encerrar o conflito.
"Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com razoabilidade e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!", disse Trump nas redes sociais, antes da divulgação da reportagem do Axios.
O acordo de paz provisório de 14 pontos visava interromper os combates — iniciados pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro — e reabrir o estreito enquanto prosseguiam as negociações sobre questões como o programa nuclear do Irã. ...