Falsa empresária do setor de festas infantis que sumia com dinheiro de clientes é presa no Amapá

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polícia civil do amapá
Mariana Ferreira/g1
Uma mulher de 38 anos foi presa nesta terça-feira (23) pela Polícia Civil, no bairro do Cidade Nova, em Macapá. Ela é acusada de oferecer serviços de festas infantis e aplicar golpes em clientes pelas redes sociais. Em um dos casos, a vítima perdeu R$ 600.
Segundo a polícia, havia mais de 15 boletins de ocorrência contra a mulher pelo mesmo tipo de golpe. Ela usava os perfis "Santos Hanny", "Iracema Sousa", "Cibelly Penafort" e "Billy Sá" para anunciar serviços. Ela confessou o crime. A polícia não divulgou o nome da mulher.
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A investigação aponta que a suspeita agia com o marido. O casal oferecia serviços de buffet e decoração.
Uma das vítimas contou que contratou um pacote de R$ 600 pelo perfil "Hanny". Ela pagou metade via PIX e, na véspera do evento, foi convencida a transferir o restante sob a justificativa de que o carro de entregas estava em reparo.
Depois do pagamento integral, a cliente foi bloqueada. O casal negociava pelo WhatsApp e desaparecia com o dinheiro. A acusada admitiu ter enganado mais de 13 pessoas, com valores entre R$ 250 e R$ 750.
O inquérito policial deu suporte à denúncia do Ministério Público, que aponta que, em dezembro de 2021, a mulher e o marido obtiveram vantagem ilícita ao enganar vítimas com anúncios falsos.
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O delegado Alan Moutinho, da 8ª Delegacia de Polícia, afirmou que esse tipo de golpe é cada vez mais comum e exige cuidados redobrados.
“O cidadão deve sempre desconfiar de ofertas com preços excessivamente abaixo do mercado, pois elas costumam servir de isca. Além disso, é indispensável exigir dados reais do fornecedor, como o CNPJ da empresa e o nome completo dos proprietários, realizando uma pesquisa prévia sobre a reputação do perfil em sites de reclamação e redes sociais”, disse.
A mulher será encaminhada à audiência de custódia e depois ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) para cumprir pena de 5 anos de prisão em regime fechado.
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