Pelo 2º ano, Amapá é o estado mais violento do Brasil e lidera em letalidade policial, indica o Anuário da Violência

Violência no Amapá
Danny Calado/Rede Amazônica
O Amapá foi o estado mais violento do Brasil pelo segundo ano consecutivo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).
Entre os estados, o estado se mantém como o mais violento do país, mesmo com redução de 6% na taxa de 2024 para 2025: passou de 45,2 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes para 42,5.
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O levantamento, mostra que, o município de Santana concentra a maior taxa de mortes violentas intencionais (MVI), com 47,1 por 100 mil habitantes em 2025, seguido por Macapá, com 36,1 por 100 mil habitantes. Em 2024, Santana havia registrado 54,1 mortes por 100 mil habitantes, o que indica um recuo nos números, ainda que permaneça como a cidade mais violenta do estado.
Além disso, o estado lidera, pelo sétimo ano consecutivo, a taxa de letalidade policial no país e apresenta alguns dos mais altos índices de violência contra mulheres, crianças e adolescentes.
O estudo elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) considera indicadores de violência em todo o país e reúne estatísticas sobre homicídios, letalidade policial, violência contra mulheres, crianças e adolescentes, entre outros crimes.
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Homicídios e letalidade policial
As taxas de letalidade segundo Unidades da Federação demonstram a diversidade de realidades que coexistem no país. Pelo sétimo ano consecutivo, o Amapá apresentou a maior taxa de mortes pelas polícias do país: 17,1 para cada 100 mil habitantes.
Violência contra mulheres (2025)
No caso dos feminicídios, o Amapá novamente lidera o crescimento da taxa (347,7%, alcançando 2,2 vítimas por 100 mil mulheres), seguido pelo Acre (74,3%, taxa de 3,2 - a mais alta do país) e por Rondônia (66%, taxa de 2,9 - a segunda maior do Brasil). As maiores reduções foram observadas no Amazonas (-31,7%), Maranhão (-26,2%) e Paraná (-20,7%).
Jovens e adolescentes
Mortes violentas intencionais (2025): taxa de 9,0 por 100 mil, segunda maior do Brasil (atrás da Bahia).
Adolescentes em medidas socioeducativas: aumento de 62,5% em 2025, após anos de queda.
Maus-tratos: taxa de 187,6 por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional (77,4).
Abandono de incapaz: 95,0 por 100 mil habitantes, uma das maiores taxas do país.
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