Nos arredores do Estádio Azteca, manifestantes entraram em confronto com a polícia

AI Summary
The 2026 FIFA World Cup, the first to feature 48 teams and jointly hosted by Mexico, the United States, and Canada, began Thursday in Mexico City with an opening ceremony and match between host Mexico and South Africa at Estadio Azteca. Coach Javier Aguirre expressed confidence in Mexico's opening match prospects despite the team having never won in seven previous World Cup openings. Authorities deployed heavy police security at the airport and stadium following recent explosives discoveries and in response to planned demonstrations by teachers' unions, families of missing persons, and farmers. The event generated festive atmosphere in the host city and significant economic engagement through broadcasting rights and sponsorship.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasized the social unrest and protests surrounding the tournament, highlighting demonstrations by teachers, families of disappeared persons, and farmers, and framing the heavy security response as necessitated by cartel violence threats and widespread public discontent.
Moderate: Moderate-leaning outlets presented the event through a multidimensional lens, balancing reports of festive atmosphere and celebration with security preparations while covering Mexico's opening-match history, economic dimensions, and police operations without centering conflict as the primary narrative.
Manifestantes e polícia entram em confronto no México, do lado de fora do 1º jogo da Copa do Mundo
Nos arredores do Estádio Azteca, manifestantes entraram em confronto com a polícia. As repórteres Carolina Cimenti, Lariza Relvas e Carol Matzenbacher acompanharam o protesto.
O jogo tinha acabado de começar. Fora do estádio, de um lado, o bloqueio policial. Do outro, os manifestantes em marcha. A cerca de 300 m da entrada do Estádio Azteca, começou o confronto.
"Pedras. Tem também uma placa de sinalização na rua, que foi arrancada. Do lado de lá, alguns manifestantes, algumas pessoas, jogam pedras contra os policiais - que se protegem com esses escudos transparentes. A situação, óbvio, é muito tensa. Tem uma barreira policial gigante tentando expulsar os manifestantes para mais longe ainda do estádio", narra a a correspondente Carolina Cimenti.
A polícia formou uma barreira e usou escudos para afastar os manifestantes. Eles, em resposta, arremessaram pedras e outros objetos.
“Na nossa frente, um policial com a cabeça sangrando”, conta Carolina Cimenti.
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Nos arredores do Estádio Azteca, manifestantes entraram em confronto com a polícia
Jornal Nacional/ Reprodução
A polícia fechou ruas, avenidas e quatro estações de metrô por causa da manifestação. Ela reuniu vários grupos diferentes. O principal deles é formado por parentes de pessoas desaparecidas no México, vítimas da violência dos cartéis de drogas. Os manifestantes dizem que a Copa do Mundo voltou para casa, mas os familiares deles, não. Por isso, exigiam justiça.
Também aconteceram manifestações em outras partes da capital mexicana, como a de professores e servidores da educação que estão acampados nas ruas do Centro. O governo mexicano negocia há semanas com a categoria, que está em greve, e tentava um acordo para que os protestos não acontecessem.
A presidente Claudia Sheinbaum assistiu ao jogo em um complexo esportivo da capital mexicana.
Os protestos desta quinta-feira (11) mudaram o foco da tensão no México para a região do Estádio Azteca. Nos últimos dias, a preocupação das autoridades era com o centro histórico da capital, onde grupos de manifestantes estão acampados há dias. Mas, nesta quinta-feira (11), o centro recebeu outra multidão - de torcedores. Um contraste com as cenas de confronto perto do Estádio Azteca.
O Zócalo - a principal praça da capital mexicana, onde fica o Palácio Presidencial - foi aberto para receber a maior Fan Fest do país. Existia o risco de a área ficar fechada por causa dos acampamentos de professores que ficam bem do lado da praça. Mas, na hora que a bola rolou, 100 mil torcedores acompanharam a cerimônia de abertura e os gols do México.
Assim como um policial do lado de fora do Estádio Azteca, que, mesmo em meio à tensão, conseguiu dar uma espiada no que acontecia lá dentro.
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