Morte em rope jump: veja quem são os investigados e as suspeitas que recaem sobre eles

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Morte em Rope Jump: veja depoimento de apontada como organizadora do evento
A Polícia Civil investigou oito pessoas em dois inquéritos que apuraram a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump.
A tragédia aconteceu na manhã do dia 13 de junho deste ano, quando Maria Eduarda caiu de uma altura de 40 metros na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).
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O primeiro inquérito foi concluído no dia 22 de junho e indiciou três instrutores ligados ao salto por homicídio com dolo eventual, quando o autor não tem a intenção direta de matar a vítima, mas assume o risco de produzir esse resultado. São eles: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.
Já nesta semana, a polícia concluiu o segundo inquérito e indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, por homicídio e fraude processual.
Os quatro indiciados seguem presos. Já João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins também chegaram a ser presos, mas a polícia solicitou a revogação das prisões.
Ao concluir o inquérito final, a delegada Andrea Levy destacou que os elementos colhidos durante as investigações permitem a polícia concluir que o evento era realizado em contexto de "relevantes falhas organizacionais e de segurança, caracterizado por deficiência de protocolos operacionais, ausência de controles adequados, elevado número de participantes e execução da atividade em condições incompatíveis com o grau de risco envolvido".
Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por morte em rope jump
Reprodução
Abaixo, veja quem são as pessoas investigadas, a situação de cada uma delas e as suspeitas levantadas pela Polícia Civil:
Investigados
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves
Eles são os instrutores que aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte
Foram indiciados por homicídio com dolo eventual
Estão presos desde o dia da tragédia. A prisão preventiva foi decretada no dia seguinte
Evelyne dos Santos Gonçalves
Apontada como organizadora do evento de rope jump
Foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual
Está presa desde o dia 20 de junho. Polícia pediu a prisão preventiva e aguarda decisão da Justiça
Polícia indica que Evelyne assumiu o risco ao manter a atividade em condições precárias
Ainda segundo a polícia, de acordo com depoimentos, a mulher pode ter orientado colaboradores a "sumir com a câmera" que estava presa ao pulso da jovem e que gravava o salto
Luís Gustavo de Oliveira
Atuava com a recepção dos praticantes, conferência de dados, organização e equipagem básica
Não foi preso nem indiciado pela polícia
Kauê Felipe Silva Silveira
Atuava como colaborador eventual da equipe, com posição de trabalho voltada para a estrutura de ancoragem, de costas para a área de lançamento
Polícia não verificou conduta atribuível ao investigado que tenha contribuído para a morte
Não foi preso nem indiciado
João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva
Exercia função de retirada do mosquetão dos participantes após a realização dos saltos, na parte inferior da ponte
Após a queda, aproximou-se da vítima, verificando sinais vitais e comunicando via rádio a necessidade de apoio especializado
Foi preso em 20 de junho por suspeita de ocultar provas
Polícia, no entanto, afastou essa possibilidade e pediu a revogação da prisão
Não foi indiciado
Gabriel Barros Martins
Exercia função específica no acompanhamento da descida do participante após o salto, realização dos bloqueios e desbloqueios do sistema e preparação do equipamento para futura utilização
Foi preso em 20 de junho por suspeita de fugir do local após a tragédia
No entanto, polícia descartou que ele tenha influência, de forma intencional ou não, na morte e pediu a revogação da prisão
Não foi indiciado
O que dizem as defesas
A defesa de Luis Felipe e de Maicon Fernandes informou que não concorda com o enquadramento do caso. Segundo ela, tratava-se da prática de um grupo idôneo e que o ocorrido foi "uma fatalidade inexplicável".
Evelyne era representada por um profissional que declarou que ela estava confiante sobre a própria inocência. No entanto, ao decorrer do processo, a suspeita trocou de advogado. O novo defensor informou que recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas que discorda do indiciamento.
"Trata-se de manifestação da autoridade policial, que será submetida ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. As teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, confiando que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos, observando o devido processo legal e a presunção de inocência", informou Maurício Marchiori.
Em nota, os advogados de João Antonio, Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, informaram que o instrutor deve ser indenizado pelo período preso.
"A defesa lamenta o julgamento antecipado que João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto. Desde o início da segregação, esta se mostrou ilegal e desnecessária, sendo apontado todos os vícios pelos advogados subscritores. Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou em sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime, devendo, inclusive, ser indenizado pelo período em que permaneceu, indevidamente, preso", afirmaram.
A defesa de Gabriel Barros informou que a suspeita é um equívoco.
O g1 tentou localizar a defesa de Vitor de Freitas Gonçalves, de Kauê Felipe Silva Silveira e de Luís Gustavo de Oliveira, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.
Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP
Reprodução/EPTV
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