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Irã fala em reabrir Estreito de Ormuz em até 30 dias; 'Navios do mundo, liguem os motores', diz Trump

G1 (Globo)
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Irã fala em reabrir Estreito de Ormuz em até 30 dias; 'Navios do mundo, liguem os motores', diz Trump

AI Summary

U.S. President Trump announced he would sign a nuclear agreement with Iran on Sunday and promised immediate reopening of the Strait of Hormuz, but Iran's Foreign Ministry stated it had no plans to send negotiators to discussions in the coming days. Trump is scheduled to meet Middle Eastern leaders at the G7 summit in France, though Israeli Prime Minister Netanyahu will not attend bilateral sessions.

Progressive: Progressive-leaning outlets emphasized Trump's pattern of announcing imminent diplomatic breakthroughs that fail to materialize, highlighting the stark contradiction between his announcement and Iran's explicit denial as reason for skepticism.

Moderate: Centrist outlets reported Trump's statements and Iran's contradictory response as competing factual claims without strong editorial judgment, noting logistical details of the G7 meetings and involvement of various regional leaders.

Conservative: Conservative-leaning outlets framed Trump's announcement as a positive diplomatic achievement on nuclear non-proliferation, emphasizing his commitment to preventing Iran from acquiring nuclear weapons despite Iran's denial of the immediate timeline.

EUA e Irã chegam a acordo de paz, dizem Trump e primeiro-ministro do Paquistão
O Irã afirmou neste domingo (14) que o acordo de paz com os Estados Unidos prevê a reabertura do estreito de Ormuz em até 30 dias. A informação é da agência Mehr, ligada ao regime iraniano.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um texto na rede Truth Social celebrando o acordo com o Irã e mencionando a reabertura do estreito de Ormuz.
O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! "Autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", afirmou.
Mais detalhes do acordo
Nenhuma das duas partes divulgou, oficialmente, o conteúdo do novo acordo. No entanto, a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos.
A rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando prevê que:
Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;
O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;
Os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;
Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;
O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.
A agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que:
O Estreito de Ormuz será reaberto;
O programa nuclear iraniano será desmantelado;
O Irã não receba dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.
Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento deve:
Suspender as sanções dos EUA contra o Irã;
Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país;
Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz;
Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.
O anúncio do acordo de paz
Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme informações confirmadas por Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif na noite deste domingo (14).
Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".
Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.
O serviço de notícias do Irã (agência IRNA) também confirmou a informação do acordo de paz, replicando mensagens de Donald Trump e de Shebaz Sharif.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou à TV estatal iraniana que o cessar-fogo entrará em vigor ainda nesta noite. Segundo ele, as negociações para um acordo final durarão 60 dias e devem incluir o fim das sanções ao Irã, mecanismos para a reconstrução do país e formas de monitorar o cumprimento dos compromissos pelas partes envolvidas.
Gharibabadi acrescentou que Teerã responderá em caso de violações do acordo. As informações são da Reuters.
Histórico
O presidente americano Donald Trump já havia dito que a assinatura do acordo de paz estava marcada para este domingo, em uma postagem na rede social Truth Social neste sábado (13).
Segundo o americano, o Estreito de Ormuz será aberto imediatamente após a assinatura.
Confira outros pontos do acordo que, segundo Trump, estabelece o fim do conflito no Oriente Médio e coloca uma barreira definitiva para que o Irã tenha uma arma nuclear.
Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Trump disse esperar que o processo seja conduzido de forma rápida, fácil e tranquila: "Esperamos trabalhar em conjunto com Irã e todo o Oriente Médio no futuro", afirmou. O presidente americano também afirma que, "no momento apropriado e quando tudo estiver calmo", os EUA irão recolher o resíduo nuclear enterrado sob montanhas de granito e destruí-lo.
Na manhã deste sábado (13), o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os Estados Unidos e o Irã concordaram com os termos para um acordo de paz que encerraria o conflito de meses no Oriente Médio: "Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca", publicou Sharif na rede social X, postagem compartilhada por Donald Trump, presidente americano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que a assinatura de um memorando de paz não será realizada neste domingo: "Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não deva ser amanhã".
Donald Trump diz que acordo com Irã será assinado domingo (14)
Reprodução/Redes sociais
Baghaei diz que a possibilidade da assinatura do memorando de Islamabad, capital do Paquistão, nos próximos dias não pode ser descartada, mas que "deve ser cauteloso" ao fazer qualquer comentário sobre a data da assinatura.
Sharif acrescentou que o Paquistão está agora se preparando para uma assinatura eletrônica esperada dentro das próximas 24 horas, seguida por negociações de nível técnico nas próximas semana.
"Gostaríamos de agradecer aos Estados Unidos da América e à República Islâmica do Irã por seu compromisso contínuo durante as negociações e estendemos nosso sincero agradecimento aos nossos irmãos na região por seu apoio. Estamos confiantes de que este acordo de paz histórico formará uma base sólida para uma paz duradoura", publicou Sharif.
Um alto funcionário do governo americano disse à Agência Reuters acreditar que há um "acordo sólido com o Irã".
A perspectiva para o fim da guerra ganhou força após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar na quinta (11) que os negociadores chegaram a um consenso. O Irã primeiro afirmou que nada estava fechado ainda, mas mudou de tom horas depois: o chanceler iraniano disse que um acordo de paz "nunca esteve tão próximo".
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Trump critica Irã
Na manhã desta sexta, o presidente norte-americano chegou a dizer que os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana são falsos e criticou o Irã por passar informações a veículos de comunicação. Trump também chamou os dirigentes iranianos de "pessoas muito desonrosas para se negociar".
"Com eles, não existe negociação de boa-fé. INCRÍVEL! É melhor eles se organizarem, e RÁPIDO!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
Horas depois, no entanto, Trump repostou uma mensagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi. No texto, Araqchi afirma que um acordo entre seu país e os Estados Unidos "nunca esteve tão perto".
"Um homem caminha ao lado de uma maquete simbólica de um míssil iraniano, em uma rua em Teerã.
Majid Asgaripour/WANA via Reuters
Acordo após bombas
A proximidade de um acordo entre os dois países foi anunciada pelo próprio Trump na quinta-feira (11).
Após anunciar uma terceira noite de ataques e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do Irã, Trump cancelou a ofensiva e afirmou que os negociadores chegaram a um consenso sobre "pontos finais" da proposta de paz.
O presidente norte-americano disse ainda que um acordo definitivo com Teerã "talvez seja assinado no fim de semana". A assinatura ocorreria na Europa e contaria com a presença de seu vice, JD Vance, segundo Trump.
Trump disse que o "memorando de entendimento" já foi aprovado "por todo mundo no Irã", inclusive o líder supremo do país, e que é um ótimo acordo, "pois o Irã jamais terá uma arma nuclear".
Minutos após a fala de Trump, no entanto, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars.
Novos ataques
EUA e Irã retomam ataques no Golfo Pérsico
As indicações de um acordo ocorrem após Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob cessar-fogo.
A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar.
Na mesma noite, os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Na quarta-feira (10), os EUA fizeram um novo ataque, respondido por Teerã com mísseis lançados novamente a países do Golfo Pérsico.
O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido".
Presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca em 10 de junho de 2026.
Reuters/Evan Vucci ...

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