오픈뉴스백과
세계의 오늘라이브둘러보기뉴스로 배우기커뮤니티뉴스
ONP 브리핑한국의 오늘회사학술과학정부용어사전피드 제보내 편향
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

세계의 오늘한국의 오늘라이브뉴스정부과학학술용어사전소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

문의하기

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거·정정이 필요하시면 문의하기에 남겨 주세요.

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

뉴스 목록
미디어 커버리지1건1개 미디어
G1 (Globo)
세계
중도 성향

'Com ketchup e queijo': menina conta como sobreviveu por 32h à espera de resgate após terremotos na Venezuela

G1 (Globo)
'Com ketchup e queijo': menina conta como sobreviveu por 32h à espera de resgate após terremotos na Venezuela

Karina (à esquerda) diz que levará um tempo para se recuperar, mas que sua família seguirá em frente
BBC
Karina Blanco estava prestes a começar a aula de spinning que ministra quando a terra começou a tremer. Os tremores em La Guaira, na Venezuela, foram ficando cada vez mais fortes, então ela pegou sua bolsa e correu para fora com todos os demais.
"Quando me dei conta da gravidade da situação, comecei a gritar 'minha filha, minha filha'. Entrei no carro e dirigi o mais rápido que pude", disse Karina.
Sua única filha, Fabiana, de 12 anos, estava em casa quando dois fortes terremotos atingiram a Venezuela com poucos segundos de diferença, em 24 de junho. O segundo terremoto foi um dos tremores mais fortes a atingir o país em um século, com magnitude de 7,5.
Quando Karina chegou ao seu prédio em Caraballeda, no norte do Estado de La Guaira, mal podia acreditar no que via. "Eu conseguia ver um prédio, depois um espaço vazio onde meu prédio ficava, e então outro prédio."
Dentro do apartamento da família, no primeiro andar do edifício de 10 andares, Fabiana estava no quarto da mãe quando sentiu os terremotos. Ela correu para a cozinha e se segurou em uma bancada quando as paredes ao seu redor desabaram. Ela foi arremessada ao chão.
"Eu vi tudo tremendo, caindo, quebrando, e então as paredes racharam. A parede que separava meu apartamento do de um amigo desabou. Naquele momento, pensei: 'Vou morrer. Não vou sobreviver a isso. Ninguém vai me resgatar'", disse Fabiana.
32 horas
A partir daí, começaram 32 horas excruciantes.
Do lado de fora do prédio que desabou, Karina viu metade da cama da filha no meio dos escombros.
"Eu corria de um lado para o outro do complexo gritando 'Ela está morta. Minha filha está morta'. Eu não sabia o que fazer", disse Karina.
Sob os escombros do prédio, tudo ficou em silêncio para Fabiana. Ela estava deitada de costas, presa por escombros por todos os lados, com o teto quase tocando seu rosto.
"Sou uma pessoa que fica muito ansiosa e claustrofóbica. Mas não sei por quê, uma estranha calma me invadiu. Talvez minha mente estivesse em choque", disse ela.
Pouco tempo depois, uma enfermeira que trabalhava como cuidadora dos vizinhos do andar de cima começou a chamar para ver se alguém a ouvia. Fabiana respondeu.
"Ela me disse para ficar calma e que tudo ficaria bem", disse Fabiana.
Seis horas após o terremoto, por volta da meia-noite, a enfermeira foi resgatada. Ela contou aos voluntários que a retiraram que uma menina chamada Fabiana estava viva lá dentro.
"Eu já havia me entregado a Deus pedindo força para começar uma nova vida sem a Fabiana. E então alguém me disse: 'Sua filha está viva'", contou Karina.
Ela correu de volta para o prédio gritando, abrindo caminho entre os escombros e chamando pelo nome da filha.
Em meio aos escombros, Fabiana não conseguia ouvir nada.
"Por algum motivo, eu tinha esperança e fé", disse ela. "Uma das minhas pernas estava dobrada numa posição dolorosa, e eu movi alguns escombros para conseguir esticá-la. Enquanto fazia isso, me arranhei e me cortei, mas encontrei um frasco de ketchup e um pouco de queijo ralado. Foi isso que me manteve consciente."
Ao amanhecer, um grupo de bombeiros venezuelanos chegou ao prédio. Eles entraram nos escombros e chamaram por Fabiana, mas não ouviram resposta.
Foi um dos muitos momentos em que Karina oscilou entre a esperança e o desespero.
"Eles me disseram que nada poderia ser feito e foram embora. Tive a sensação angustiante de que talvez ela tivesse morrido sufocada ou sofrido um ataque cardíaco. Então um voluntário veio até mim e perguntou o que estava acontecendo. Ele — Viktor — foi meu herói", disse ela.
Sob os escombros, Fabiana encontrou seu celular. Não havia sinal, pois as redes de telefonia móvel haviam sido interrompidas, mas ela decidiu gravar um vídeo de si mesma. Pensou que, eventualmente, conseguiria enviá-lo para sua mãe ou para alguém que pudesse ajudá-la.
"Apartamento - Palácio Ritamar. Houve um tremor e muitos escombros caíram. Não há luz. Não há ninguém para nos resgatar. Estou sozinha. Muitos vizinhos estão presos nos escombros. Precisamos da sua ajuda", diz Fabiana no vídeo.
Enquanto isso, Viktor subiu pelos escombros e começou a chamar por Fabiana. Desta vez ela o ouviu e respondeu. Ele contou isso a Karina.
"Eu me virei para todos e gritei: 'Minha filha está viva'", disse Karina. "As pessoas começaram a chegar em massa, começaram a trazer ferramentas. Mas os bombeiros que estavam lá disseram que era impossível chegar até ela e foram embora."
Algumas horas depois, outro grupo de bombeiros chegou. Eles garantiram que resgatariam Fabiana. Mas também não conseguiram alcançá-la.
Enquanto isso, Viktor — o voluntário — continuava voltando ao local de onde conseguia falar com Fabiana para tranquilizá-la.
Os bombeiros chamaram uma equipe de resgate de Caracas, mas quando ela chegou já estava escuro.
Karina correu à procura de lanternas e implorou para que as pessoas ajudassem. Sete motocicletas e alguns carros apontaram seus faróis para o prédio desabado.
Pouco a pouco, eles foram removendo os escombros, e finalmente fizeram uma abertura grande o suficiente para conseguir ver Fabiana.
O vídeo desse momento — de uma Fabiana sorridente olhando pela abertura — viralizou na Venezuela.
"Depois de tantas horas confinada, fiquei cheia de alegria quando os vi. Percebi que seria resgatada", disse Fabiana.
Por volta das 2h da manhã, horário local, na sexta-feira — 32 horas após os terremotos — eles conseguiram cavar um túnel largo o suficiente para resgatar Fabiana. Ela saiu dos escombros com o apoio dos socorristas e desabou nos braços da mãe.
"Quando saí, vi minha família, vi o prédio completamente destruído, e parecia que não era real, como se fosse uma série de TV", disse Fabiana.
Karina diz que, das quase 50 pessoas que moravam em seu prédio, apenas três foram resgatadas com vida.
Até domingo, 3.342 pessoas haviam sido confirmadas como mortas nos terremotos, com dezenas de milhares ainda desaparecidas.
Além de uma fratura no pé esquerdo e alguns arranhões e hematomas, Fabiana não sofreu outros ferimentos.
Ela agora mora com a avó.
"No início eu tinha medo de me deitar, especialmente de costas, porque me lembrava do tempo que passei nos escombros", disse ela.
Nas ruas logo do lado de fora da casa onde vivem atualmente, em La Guaira, há muitos prédios desabados.
"Há uma grande tristeza do lado de fora desta casa. Sinto muita dor quando penso nos meus vizinhos e amigos. Vamos levar algum tempo para nos recuperar. Mas seguiremos em frente", disse Karina. "O que mais uma mãe poderia querer? Minha filha está viva."
Reportagem adicional de Aakriti Thapar, Yesman Utrera, Maria Ines Calderon, Sanjay Ganguly ...

전문 보기

이 뉴스, 어떠셨어요?

한 번의 탭으로 반응을 남겨요 · 로그인 불필요

관련 뉴스

관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Angara ensures safe reopening of Tacloban school after shooting

Philippine Daily Inquirer

Impeachment court returns Sara Duterte’s alleged tax records to BIR

Philippine Daily Inquirer

LTO revokes, suspends over 1,100 driver’s licenses since October

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

STF restabelece prisão de 'Mancha'; traficante segue detido por duas decisões judiciais

G1 (Globo)

Ponte é incendiada e moradores de assentamento rural correm risco de isolamento em Goiás

G1 (Globo)

Morre Tiago Pitthan, que organizou festa para o próprio velório após diagnóstico terminal: 'Tudo valeu a pena'

G1 (Globo)

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.