Copa do Mundo começa nesta quinta com formato inédito, em meio a guerra e a política anti-imigração de Trump

AI Summary
The 2026 FIFA World Cup opens on June 12 with Mexico versus South Africa, marking the inaugural tournament co-hosted by three nations (USA, Mexico, Canada). The 48-team tournament spans opening ceremonies in Mexico City, Toronto, and Los Angeles, with governments mobilizing to manage logistics and national teams preparing for play. The event occurs amid Mexico's ongoing security crisis, with infrastructure hardened for the tournament while humanitarian concerns persist.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize Mexico's underlying security and humanitarian crisis, highlighting visible crime-prevention measures (iron bars on homes), 133,000+ disappeared persons, and the militarization of stadiums, while framing the tournament as both a moment of international connection and a troubling backdrop to systemic violence. Some outlets connect the event to domestic political campaigns.
Moderate: Centrist outlets take a balanced view, covering both the logistical excitement and sporting preparations (team departures, ceremonies) alongside serious security and humanitarian concerns. Some outlets expand the narrative to tangential stories such as the concurrent industry competition in video game soccer.
Conservative: Conservative-leaning outlets lead with national pride and sporting spectacle, highlighting Korea's World Cup preparation, Mexico's enthusiastic atmosphere despite logistical challenges, and government measures to manage traffic. Coverage focuses on the event itself with less emphasis on underlying security or humanitarian complexities.
Imagem de drone do Estádio Azteca, na Cidade do México, na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2026
Luis Cortes/Reuters
A Copa do Mundo de 2026 tem início nesta quinta-feira (11), assim que a bola rolar para México x África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México. A competição começa marcada pelo formato inédito e pelas questões geopolíticas que se infiltraram no esporte por meio da guerra e da agenda do presidente dos EUA, Donald Trump.
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Mesmo com sedes no México e no Canadá, são os EUA que receberão a maior parte dos jogos – 78 de um total de 104.
Nesta Copa, o torneio estreia um novo formato, com 48 seleções, em vez das 32 do modelo antigo, vigente entre 1998 e 2022.
Na fase de grupos, as seleções estão divididas em 12 grupos de quatro integrantes. Eles jogam contra si, e os dois primeiros de cada grupo avançam, juntamente com os oito melhores terceiros colocados.
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A partir daí, os 32 classificados passam para a fase de mata-mata – que terá uma rodada a mais do que as Copas anteriores.
Também pela primeira vez, a Copa do Mundo terá três países-sede. A competição já foi distribuída entre duas nações em 2002, com Japão e Coreia do Sul recebendo os jogos.
Dos 16 estádios onde as partidas serão realizadas, três ficam no México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey), e duas, no Canadá (Vancouver e Toronto).
EUA x Irã
Os EUA, com 11 cidades-sede, serão os principais anfitriões do torneio. Todos os jogos de mata-mata, com exceção de um a ser disputado no Azteca, ocorrerão em campos americanos.
Esse protagonismo também é fonte de tensões já fortes antes mesmo do primeiro toque na bola.
Jogadores da seleção de futebol do Irã utilizam broche '#168', em referência a vítimas de ataque dos EUA a escola em Minab, durante desembarque em Tijuana, no México, para a Copa do Mundo em 7 de junho de 2026.
Divulgação/Seleção iraniana
A Copa do Mundo ocorre em meio ao reinício das agressões entre EUA e Irã, que fazem ressurgir a guerra iniciada em fevereiro pelos americanos e por Israel.
Mesmo com um cessar-fogo costurado em abril, o conflito teve impacto no esporte: o Irã, classificado para a competição, fará todos os seus jogos da fase de grupos nos EUA.
A relação do governo Trump em relação à delegação iraniana é de uma hostilidade indisfarçável. A seleção se hospedaria em Tucson, no Arizona, mas mudou seus planos e se estabeleceu em Tijuana, no México, depois que os EUA disseram que não permitiriam que jogadores e comissão pernoitassem em seu território durante o evento.
Além disso, muitos membros da comissão tiveram seu visto negado, e os jogadores tiveram os vistos americanos aprovados apenas na semana passada.
As restrições atingiram também os torcedores do país. Na terça-feira (9), dois dias antes do início do torneio, os EUA anunciaram a retirada da cota de 8% dos ingressos por partida destinada aos iranianos em jogos de sua seleção.
Barrados
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, Somália, em 10 de junho de 2026.
REUTERS/Feisal Omar
Mas a seleção iraniana não é a única a sentir os efeitos das políticas de Trump. O governo do republicano tem apostado em uma forte agenda anti-imigração, que afetou outros competidores.
O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por sete horas logo após pousar em Chicago. O fotógrafo oficial da delegação do Iraque teve conteúdos de seu celular checados e sua entrada nos EUA foi negada.
O caso mais comentado pela imprensa internacional, no entanto, foi do árbitro somali Omar Artan.
Considerado o melhor do continente, e tendo apitado a final da Champions League africana, Artan, escalado pela Fifa para a Copa do Mundo, teve sua entrada negada no aeroporto de Miami e se viu obrigado a voltar para a Somália.
A comunidade somali é um alvo constante de Trump em sua retórica anti-imigração. O republicano os chama frequentemente por termos depreciativos, como “país de quarto mundo”.
A comunidade somali de Minneapolis foi o principal alvo do ICE, o serviço de imigração dos EUA, em uma grande operação na cidade que terminou com a morte de dois americanos, Renee Good e Alex Peretti.
A Fifa, por sua vez, tem evitado entrar em confronto direto com o governo americano.
“É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália”, disse o presidente da entidade, Gianni Infantino, nesta quarta (10). “Mas, novamente, não controlamos tudo. (...) Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação.” ...
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