Trump diz que acordo de trégua assinado com Irã não é definitivo e ameaça fazer novos ataques se o 'regime não se comportar'

AI Summary
President Trump's administration has negotiated a tentative agreement with Iran to end military conflict that began with U.S.-Israel airstrikes in February 2026, with formal signing scheduled for Friday. The deal reportedly grants Iran significant economic concessions while maintaining open shipping through the Strait of Hormuz, though Trump has stated the agreement remains preliminary and subject to revision if he deems it unsatisfactory.
Progressive: Progressive outlets express concern that major economic concessions to Iran reward an autocratic regime with a documented history of repression, while questioning whether the agreement genuinely resolves underlying tensions or represents broken promises to Iranians seeking change.
Moderate: Centrist sources focus on discrepancies between White House claims of achieved military objectives and observable reality, while reporting Trump's own ambivalence about the agreement's finality.
Conservative: Conservative outlets frame the deal as strategic appeasement that fails to meet Trump's stated original objectives—destroying Iran's ballistic missile capabilities and preventing nuclear weapons development—with critics warning against naïveté about Iran's adversarial nature.
Donald Trump na Cúpula do G7
Jornal Nacional/ Reprodução
Os Estados Unidos divulgaram os detalhes do acordo de trégua com o Irã. O anúncio foi feito em meio à cúpula das sete democracias mais ricas do mundo, o G7.
Donald Trump chegou para a reunião do G7 com uma hora de atraso e disparou:
"Eu sou o chefe".
Mais tarde, o presidente americano declarou que o acordo de trégua firmado com o Irã não é definitivo e ameaçou voltar a atacar se não gostar do texto final e, nas palavras dele, se o regime iraniano não se comportar.
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Nesta quarta-feira (17), autoridades americanas confirmaram à imprensa o conteúdo do acordo de 14 pontos. Entre eles, um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã. Pelo documento, a participação dos Estados Unidos no fundo não é obrigatória.
O texto também prevê o fim dos confrontos no Líbano e das sanções contra o Irã, e determina que o Estreito de Ormuz ficará aberto - sem pedágio - por 60 dias. Mas, depois, Irã e países do Golfo deverão costurar um acordo de longo prazo para a passagem.
No acordo, o Irã se compromete a não desenvolver armas nucleares e a diluir o estoque de urânio enriquecido, a matéria-prima dessas armas, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
Trump diz que acordo de trégua assinado com Irã não é definitivo e ameaça fazer novos ataques se o 'regime não se comportar'
Jornal Nacional/ Reprodução
Os líderes do G7 assinaram uma declaração conjunta, saudando a trégua firmada entre Estados Unidos e Irã. O texto pediu um cessar-fogo imediato no Líbano e cobrou a reabertura total do Estreito de Ormuz, livre de pedágios. Na declaração, os líderes também defenderam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Prometeram aumentar a ajuda militar ao país e a pressão sobre os setores de petróleo e gás da Rússia.
Os textos finais não abordaram temas que desagradam ao presidente americano, como o papel da ONU e mudanças climáticas. A correspondente Bianca Rothier questionou o presidente francês, anfitrião do encontro, sobre esses pontos omitidos. Emmanuel Macron disse que foi muito bom ter conseguido o apoio dos Estados Unidos no documento sobre Oriente Médio e Ucrânia.
Além dos eventos do G7, o presidente Lula teve reuniões com o presidente do Egito e da Ucrânia. Na coletiva de imprensa, ele explicou por que não pediu uma reunião com o presidente americano para discutir as ameaças de novas tarifas contra o Brasil:
“Eu não pedi bilateral para o Trump porque nós estamos em negociação. Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. É por isso que eu disse que ele ainda continua agindo como imperador”.
Lula na Cúpula do G7
Jornal Nacional/ Reprodução
Lula também comentou a decisão do governo Trump de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas:
“Eu tinha falado para ele, essas facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terrorista como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado. Eles não querem tirar o outro Estado. Eles querem dinheiro. Então é diferente”.
Mais cedo, Donald Trump disse que conversou com Lula no G7. Bianca Rothier perguntou se eles falaram sobre as tarifas e sobre a classificação das facções criminosas. Trump fez críticas ao Brasil; afirmou que o país se tornou difícil e perigoso politicamente. Em seguida, Trump confundiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro com o irmão, o senador do PL, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Trump disse:
“Ouvi falar que prenderam o Bolsonaro Junior, ele estava indo bem nas pesquisas e eles o prenderam porque ele fez um pronunciamento no Texas. Eles o prenderam ou querem prendê-lo”.
Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro não foram presos. Na terça-feira (16), o STF - Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo sobre a trama golpista. Lula se manifestou:
“Ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Agora, não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições do Brasil é um problema do Brasil”.
Além das guerras, o G7 também discutiu o impacto da tecnologia. O grupo pediu que empresas do setor garantam que os ambientes digitais sejam seguros para crianças e adolescentes. A declaração sobre o tema defende que as plataformas tenham mecanismos para proteger a saúde mental e a privacidade dos jovens e para remover conteúdos relacionados a abuso infantil e outros crimes.
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