Senado dos EUA aprova resolução e impede Trump de fazer novos ataques ao Irã sem aprovação do Congresso

ONP Summary
The United States has suspended sanctions on Iranian oil exports for 60 days following diplomatic negotiations in Switzerland, with Iran agreeing to allow nuclear inspectors and ensure unobstructed transit through a key shipping corridor. The temporary reprieve could provide billions in revenue to Iran's struggling economy and unlock previously frozen assets, though Iranian officials dispute whether they made new substantive commitments on nuclear matters. Fully dismantling the broader sanctions architecture will face substantial legal and political obstacles and could take years.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize Iran's economic windfall—unlocking billions in frozen assets and oil export revenue—and dispute the U.S. administration's claims about Iranian concessions on nuclear commitments, highlighting Iranian officials' assertion that no new substantive agreements were made.
Conservative: Conservative-leaning outlets highlight President Trump's conditional and deterrent messaging ("do what I have to"), stress Iran's binding commitments on nuclear inspections and maritime safety, and emphasize the substantial legal and political obstacles to fully dismantling the sanctions regime.
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EUA e Irã divergem sobre acordo nuclear
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso. A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês.
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O resultado da votação reflete a crescente preocupação no Capitólio, inclusive entre republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.
No dia 2 de junho, a Câmara aprovou o texto por 215 votos a 208. Na ocasião, quatro republicanos se juntaram aos democratas e votaram a favor da medida. Agora, no Senado, a proposta foi aprovada por 50 votos a 48. Quatro senadores republicanos votaram contra o presidente.
Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, a medida não tem força de lei.
Mesmo com um cessar-fogo em vigor, existe a expectativa de que a Casa Branca recorra à Justiça para tentar derrubar o texto aprovado pelo Congresso. Opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a resolução seja respeitada.
A guerra contra o Irã se tornou um tema tóxico para Trump e para o Partido Republicano. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis.
O temor entre aliados do presidente é que a rejeição popular à ofensiva tenha impacto direto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
Um acordo inicial para encerrar a guerra foi assinado entre Estados Unidos e Irã no dia 17 de junho. Os dois países ainda negociam pontos abertos para acabar com o conflito de forma definitiva.
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