A história do paciente que ficou com pedaço de madeira de 8 cm dentro da perna após erro médico em SC

Pedaço de madeira deixado dentro da perna de paciente em SC
Reprodução
Um paciente vai receber indenização após sair do hospital com um pedaço de madeira de 8 centímetros dentro da coxa em Içara, no Sul de Santa Catarina, e desenvolver uma infecção. A Justiça decidiu que ele terá direito a R$ 8 mil por danos morais, além do ressarcimento de despesas com consultas, exames e medicamentos. Cabe recurso.
Foto que consta no laudo médico pericial, e que foi enviada ao g1 pela advogada do paciente, Maria Luiza Goudinho, mostra o tamanho do pedaço de madeira retirado (foto acima).
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O caso ocorreu em 2013, quando o homem sofreu um acidente ao cortar uma árvore. Ele procurou o hospital e teve o ferimento suturado.
Na decisão, o Poder Judiciário entendeu que não foram feitos exames suficientes para detectar a presença do pedaço de madeira na coxa do paciente.
Agora no g1
Apesar disso, a advogada que defende o paciente disse que vai recorrer da decisão pois entendeu que há lacunas na sentença.
"Não foi analisado o dano estético, bem como o valor fixado a título de indenização por danos morais e materiais se revela ínfimo e irrisório, distanciando-se dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como da função punitiva-pedagógica da reparação civil", disse em nota.
O município e a Fundação Social Hospitalar de Içara são os réus nos processos. O g1 buscou contato com eles, mas não havia obtido retorno de ambos os órgãos até a última atualização desta reportagem.
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Paciente descobriu pedaço de madeira após procurar atendimento em cidade vizinha
Segundo o processo, o médico do hospital não realizou uma avaliação adequada para verificar a existência de um corpo estranho na lesão, nem solicitou exames complementares, apesar de o acidente envolver madeira. O ferimento foi apenas suturado.
No dia seguinte, com dores, inchaço e sinais de infecção, o paciente procurou atendimento em um hospital de Criciúma, cidade vizinha. Exames identificaram o pedaço de madeira na coxa direita.
Ele precisou ser internado e passar por cirurgia para a retirada do corpo estranho.
Na defesa, segundo o Poder Judiciário, o município e a Fundação Social Hospitalar de Içara afirmaram que o atendimento prestado foi adequado e que as complicações decorreram exclusivamente do acidente.
A perícia judicial, porém, concluiu que a lesão não foi examinada de forma devida para localizar o fragmento de madeira.
O laudo também apontou que a permanência do corpo estranho contribuiu para o desenvolvimento da infecção e para a necessidade da cirurgia.
O município e o hospital foram condenados, de forma conjunta, ao pagamento de R$ 8 mil por danos morais e de R$ 712,09 por danos materiais, valores que serão acrescidos de juros e correção monetária.
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