Advogado suspeito de agredir ex com madeira é denunciado à Justiça por violência doméstica, roubo e injúria

Advogado Alex Mota Barbosa, de 39 anos, é suspeito de agredir ex-mulher com pedaço de madeira
Reprodução
O advogado Alex Mota Barbosa, de 39 anos, suspeito de agredir a ex-companheira com um pedaço de madeira, foi denunciado à Justiça pelos crimes de lesão corporal qualificada, injúria, roubo e descumprimento de medida protetiva, em Boa Vista. A denúncia foi apresentada nesta quarta-feira (23) pelo Ministério Público (MP) de Roraima.
Procurada, a defesa de Alex não enviou resposta até a última atualização da reportagem. Em manifestação anterior, afirmou que aguardava andamento do processo e o posicionamento do Poder Judiciário para "apresentar a defesa técnica nos autos."
A denúncia do MP cita ao menos dois episódios de violência contra a vítima. No mais recente, em 19 de julho, o advogado chegou a ser preso. No dia, a vítima estava em uma pizzaria quando viu o suspeito.
Por ter uma medida protetiva contra ele, buscou abrigo no condomínio onde mora a mãe. Ao sair para pedir um carro por aplicativo, foi surpreendida pelo advogado, que a agrediu nas pernas com um pedaço de madeira.
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O promotor de Justiça autor da denúncia, Valmir Costa, enviou o caso Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima para avaliação de medidas ético-disciplinares.
"Diante da gravidade dos fatos narrados e, sobretudo, da utilização da condição profissional como instrumento de intimidação e de suposta blindagem para a prática reiterada de crimes de violência doméstica e familiar, além do descumprimento de ordens judiciais, encaminhamos cópia da denúncia à OAB-RR para que adote as medidas que entender cabíveis", afirmou o promotor.
O outro episódio de violência ocorreu em maio deste ano. Segundo o MP, o advogado e a vítima estavam em um comércio no bairro Asa Branca quando ele passou a acusá-la de traição e a agredi-la após ela conversar com um antigo colega de escola. Neste dia, ele fugiu com o celular da vítima, por isso também foi denunciado por roubo.
Além da condenação, o MP pediu que a Justiça obrigue o suspeito a pagar uma indenização mínima pelos danos materiais e morais sofridos pela vítima.
Após ser preso, o advogado foi levado à audiência de custódia, onde o juiz concedeu liberdade provisória mediante o pagamento de fiança de R$ 16.210. Até o pagamento do valor, ele ficou preso no Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Em nota, a OAB-RR disse que "eventual procedimento disciplinar relacionado a advogados inscritos nesta Seccional tramita sob sigilo".
Prisão
No dia, a defesa dele informou que "a concessão da liberdade provisória não representa reconhecimento de culpa nem declaração de inocência, constituindo apenas uma medida processual prevista na legislação brasileira (leia nota na íntegra abaixo)".
Alex Barbosa foi preso em flagrante pela Polícia Militar por volta de 3h de domingo (19) após agredir a vítima nas pernas. Na delegacia, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal contra a mulher no contexto de violência doméstica.
A vítima tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro, que o proibia de se aproximar dela. Segundo o relato da mulher à Polícia Civil, ele descumpriu a determinação judicial ao atacá-la.
Advogado é preso por agredir ex-companheira com pedaço de madeira
Mulher foi agredida nas pernas com um pedaço de madeira pelo ex-marido, que é advogado
Reprodução
Nota da defesa do suspeito à época da prisão
"A defesa técnica informa que seu cliente foi preso em flagrante no dia 19 de julho de 2026 e, posteriormente, submetido à audiência de custódia, ocasião em que lhe foi concedida liberdade provisória, nos termos da decisão judicial.
Esclarece-se que a concessão da liberdade provisória não representa reconhecimento de culpa nem declaração de inocência, constituindo apenas uma medida processual prevista na legislação brasileira.
A defesa aguarda o regular andamento do processo e o posicionamento do Poder Judiciário para, no momento oportuno, apresentar a defesa técnica nos autos, exercendo plenamente o contraditório e a ampla defesa, garantias asseguradas pela Constituição Federal.
Por fim, em respeito ao sigilo processual e à ética profissional, a defesa não comentará o mérito de processo que tramita sob sigilo, limitando-se a prestar as informações estritamente necessárias."
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima. ...
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