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Como uma Copa América moldou a "Scaloneta" e transformou Lionel Messi

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ONP Summary

The 2026 World Cup semifinals feature all four former World Cup champions for the first time since 1990, with Argentina facing England on Wednesday. Led by Lionel Messi, Argentina reached the semifinals after competitive victories against Cape Verde, Egypt, and Switzerland, with this match marking Messi's first World Cup encounter with England.

Progressive:Historic narrative drama — Progressive coverage emphasizes Argentina's dramatic journey and deep historical rivalry with England, treating the semifinal as a generational moment of destiny.

Moderate:Historic championship convergence — Centrist coverage focuses on the statistical rarity of four former champions meeting in semifinals for the first time in 36 years.

Conservative:Messi-led favoritism — Conservative coverage highlights Messi's individual brilliance and declares Argentina clear favorites, positioning him as the decisive advantage against all rivals.

Nesta quarta-feira (15), a partir de 16h (horário de Brasília), em Atlanta (Estados Unidos), a Argentina enfrenta a Inglaterra pelas semifinais da Copa do Mundo. Atuais campeões, os hermanos miram o tetra e sonham repetir o que ocorreu somente duas vezes na história, quando Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conquistaram títulos mundiais em sequência.

Nem parece a mesma seleção que, por quase três décadas, conviveu com um incômodo e traumático jejum de títulos. Para entender como o país se transformou no campeão de tudo que disputou nos últimos anos, é necessário voltar no tempo. Mais precisamente, à Copa de 2018, na Rússia, e à Copa América de 2019, no Brasil. Apesar de aquele troféu continental ficar com os anfitriões, os hermanos voltaram para casa com a sensação de que algo maior estava por vir.

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A seleção argentina teve um Mundial decepcionante em 2018 - dentro e fora de campo. A fase de grupos foi sofrível, com direito a um empate por 1 a 1 com a Islândia - e o atacante Lionel Messi perdendo pênalti - e derrota por 3 a 0 para a Croácia, marcada por uma falha gritante do goleiro Willy Caballero.

Na Copa da Rússia (2018), os argentinos pederam por 3 a 0 para Croácia, em uma partida sofrível, na qual Messi pouca diferença fez em campo - Carlos Barria/Reuters/Direitos reservados

No livro "Crônicas de Ontem", o jornalista argentino Ariel Senosiain revelou que, após o revés para os croatas, o técnico Jorge Sampaoli - que assumira um ano antes - foi alvo de um motim do grupo, liderado por Messi e pelo volante Javier Mascherano, que exigia mais participação nas decisões. Com mudanças determinadas pelo próprio elenco, veio a vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria, que manteve viva a Albiceleste (apelido da seleção argentina). Nas oitavas de final, porém, a derrota por 4 a 3 para a França adiou, mais uma vez, o sonho do tri.

Sampaoli tinha contrato até 2022, mas acabou deixando o cargo. Em crise desde que o escândalo de corrupção envolvendo a Fifa - entidade que regula o futebol no planeta -, o chamado "Fifagate", respingou em dirigentes do país, em 2015, a Associação de Futebol Argentino (AFA) demorou a anunciar um novo treinador. Foram dois meses de incerteza.

O início do ciclo para a Copa do Catar teve dois técnicos interinos: Lionel Scaloni e Pablo Aimar, que estavam na seleção argentina sub-20. Posteriormente, Scaloni foi efetivado no comando da Albiceleste até a Copa América de 2019, tendo Aimar como auxiliar. Sem experiência prévia como treinador, Scaloni foi massacrado pela mídia, a ponto do ídolo máximo do país, Diego Maradona, falar que o ex-lateral não tinha capacidade para orientar o trânsito.

2019, o ano-chave da mudança 

Veio, então, a Copa América. Dos 23 jogadores que estiveram na Rússia, eram somente 10 remanescentes: o goleiro Franco Armani, os laterais-esquerdos Nicolás Tagilafico e Marcos Acuña, o zagueiro Nicolás Otamendi, os meias Roberto Pereyra e Giovani Lo Celso e os atacantes Ángel Di Maria, Paulo Dybala, Sérgio Aguero e Messi.

Para outros nove atletas, aquela seria a primeira competição pela seleção principal. Entre eles, o goleiro Juan Musso, os volantes Rodrigo De Paul e Leandro Paredes e o atacante Lautaro Martínez integram o elenco argentino desta Copa. Já De Paul, Paredes e Lautaro foram campeões mundiais em 2022, assim como outros três estreantes de 2019: os zagueiros Juan Foyth e Germán Pezzella e o meia Guido Rodrigues.

A trajetória na Copa América foi sofrida. Na estreia, derrota por 2 a 0 para a Colômbia na Arena Fonte Nova, em Salvador. Depois, empate por 1 a 1 com o Paraguai no Mineirão, em Belo Horizonte. A vitória por 2 a 0 sobre o Catar na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, classificou a Argentina para as quartas de final. No Maracanã, novo triunfo por 2 a 0, desta vez sobre a Venezuela.

Os argentinos deixaram o Rio de Janeiro e retornaram a Belo Horizonte para encarar o Brasil. Apesar da melhor atuação do time no torneio, eles não resistiram à Amarelinha, que ganhou por 2 a 0 - os atacantes Gabriel Jesus e Roberto Firmino balançaram as redes.

Após o jogo, houve muita reclamação dos hermanos com relação à arbitragem, alegando falta na origem do segundo gol brasileiro, o que acarretaria em um pênalti a favor dos argentinos. O porta-voz da revolta, para surpresa de muitos, foi Messi, outrora criticado por uma suposta passividade enquanto capitão. Sem papas na língua, o craque chegou a falar em "armação" para que o Brasil vencesse aquela Copa América.

A Argentina terminou o torneio em terceiro, após a vitória por 2 a 1 sobre o Chile, na Arena Corinthians, em São Paulo, em duelo marcado pela expulsão de Messi, após discussão com o zagueiro Gary Medel. Apesar de mais um ano sem títulos desde a conquista da Copa América de 1993, no Equador, o apoio do elenco - principalmente do camisa 10 - foi crucial e Scaloni seguiu à frente da seleção.

"Nós criamos um grupo a partir da união e quero que nos fortaleçamos cada vez mais. Chegar ao terceiro lugar era o mínimo que poderíamos fazer. Este grupo pode mais e dará muito mais frutos", projetou o técnico, na entrevista coletiva que concedeu após o duelo contra o Chile.

Scaloneta sem freio

Scaloni não estava errado. Dois anos depois, em nova Copa América no Brasil, realizada em meio à pandemia da covid-19, uma versão mais entrosada e letal da seleção argentina foi além. O passe de De Paul, que o lateral Renan Lodi não conseguiu cortar, encontrou Di Maria, que encobriu o goleiro Ederson para fazer o gol que decretou o fim do jejum de 28 anos sem conquistas. Mais do que isso: o primeiro título de Messi pela Albiceleste.

Lionel Messi faturou o primeiro título com a seleção argentina na Copa América de 2021, no Brasil, que derrotou a Amareliinha por 1 a 0 no Maracanã  - Copa América/Divulgação

O feito evidenciou que aquela Argentina era diferente da que fracassou em finais consecutivas, como as da Copa de 2014, no Brasil, e das Copas América de 2015 (Chile) e 2016 (Estados Unidos). Aliás, a "nova" Albiceleste, simbolizada por uma camioneta dirigida por Scaloni com os jogadores a bordo, ganhou o apelido de "Scaloneta".

Era uma seleção, enfim, com um goleiro confiável (Dibu Martínez). Uma defesa consistente, que manteve veteranos históricos, como Otamendi e Tagliafico, mas trouxe novidades como o lateral-direito Nahuel Molina e os zagueiros Cristian Romero e Lisandro Martínez.

Um meio-campo com jogadores que se multiplicavam - e ainda o fazem - como Paredes e De Paul, para Messi se preocupar apenas com as ações ofensivas e não em também ser armador. E, claro, a revolução do próprio camisa 10. Líder, leve, mais letal do que nunca e, neste momento, o artilheiro máximo da história das Copas, com 21 gols.

Os números escancaram a transformação de Messi na "Scaloneta". Até 2018, ele tinha 65 gols em 127 jogos pela Argentina. Em média, uma bola na rede a cada duas partidas (0,51). Nenhum título. De 2019 para cá, o craque esteve em 71 confrontos da Albiceleste, marcou 60 vezes - quase uma por atuação (0,84) - e levantou quatro taças: duas Copas América (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022, decisão contra a Itália, campeã da Eurocopa) e a maior delas: a da Copa de 2022.

O Mundial do Catar, aliás, ressaltou a nova mentalidade argentina. A surpreendente derrota para a Arábia Saudita, por 2 a 1, na estreia, em outro momento, seria acompanhada de crise dentro e fora de campo. O revés encerrou uma sequência de 36 jogos sem derrotas. Eis que Messi - que, oito anos antes, deu adeus à seleção após fracassar em mais uma Copa América, mas voltou atrás - cravou, como se soubesse a glória que o esperava em 18 de dezembro de 2022.

"Que o povo confie em nós, não vamos deixá-los decepcionados".

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이 사건 개요

2026 World Cup semifinals feature all four former World Cup champions meeting for first ti

23건 · 16개 미디어

핵심 포인트

  • All four semifinalists are former World Cup champions—first occurrence since 1990.
  • Messi faces England for the first time in World Cup history on Wednesday.
  • Argentina defeated Cape Verde, Egypt, and Switzerland to reach the semifinals.
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