오픈뉴스백과
오늘의 이슈오늘 10장그래프ONP 브리핑
뉴스개체 사전회사공식 자료라이브용어사전뉴스로 배우기홈피드 제보내 편향
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

오늘의 이슈홈라이브뉴스공식 자료용어사전소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

문의하기

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거·정정이 필요하시면 문의하기에 남겨 주세요.

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

뉴스 목록
미디어 커버리지1건1개 미디어
G1 (Globo)
세계
중도 성향

Sem aprovação em nenhum país, retatrutida já é vendida ilegalmente no Brasil e apreensões disparam

G1 (Globo)
Sem aprovação em nenhum país, retatrutida já é vendida ilegalmente no Brasil e apreensões disparam

Retatrutida: pesquisa confirma perda de até 28% do peso com nova injeção semanal
Hoje existe apenas um caminho legal para receber uma dose de retatrutida: estar matriculado como paciente em um dos estudos clínicos da Eli Lilly, farmacêutica responsável pela molécula. Não há venda autorizada, não há bula aprovada, não há registro em nenhuma agência sanitária do mundo.
Ainda assim, canetas anunciadas com esse nome circulam em sites, redes sociais e apreensões na fronteira brasileira —meses antes de a própria empresa terminar as pesquisas que sustentam o produto.
O ritmo dessas apreensões, feitas pela Receita Federal e pela Anvisa na fronteira de Foz do Iguaçu, cresceu tão rápido que o valor retido só nos três primeiros meses de 2026 —mais de R$ 11 milhões— já supera o total apreendido em todo o ano de 2025.
Em março, antes mesmo de a Lilly divulgar qualquer resultado consolidado, uma empresa paraguaia já promovia, em um evento com influenciadores brasileiros, a produção de canetas à base da substância.
Só em junho vieram os primeiros dados robustos: um estudo publicado na revista The Lancet mostrou perda média de 28,3% do peso corporal entre pacientes com diabetes tipo 2 que receberam a dose mais alta.
Na apresentação desses resultados, no congresso da Associação Americana de Diabetes, representantes da própria Lilly já citavam o risco de a substância circular ilegalmente antes de existir de forma oficial.
Nesta sexta-feira (24), veio o alerta formal: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que a retatrutida segue em desenvolvimento clínico, sem pedido de registro apresentado no Brasil nem em qualquer outro país.
Retatrutida é apontada como uma nova geração de medicamentos para tratamento da obesidade.
Reprodução/TV Globo
O que ainda falta para o medicamento existir de fato
Estar em fase avançada de testes não é o mesmo que estar perto das prateleiras.
Segundo a Anvisa, antes de pedir aprovação a qualquer agência reguladora, a Lilly precisa fechar o conjunto de estudos que define qual dose tem a melhor relação entre benefício e risco, quais efeitos adversos podem surgir, se há complicações raras que só aparecem em grupos maiores, quem não deve usar a substância, como ela interage com outros remédios e se o efeito sobre o peso se mantém ao longo do tempo.
Só depois disso a empresa pode solicitar o registro —e as agências ainda analisam a composição do produto, o processo de fabricação e o controle de qualidade da planta. Nada disso foi cumprido até agora. O que se vende hoje como retatrutida, portanto, é anterior à própria existência legal do medicamento.
Em nota enviada nesta sexta-feira (24), a Lilly confirma esse estágio: a retatrutida está atualmente em fase 3 de estudos clínicos e "ainda não foi avaliada ou aprovada por nenhuma autoridade regulatória no mundo", o que significa que "ninguém pode comercializar o produto".
A farmacêutica classifica como prematuro especular sobre prazos de aprovação ou comercialização e afirma que a molécula "somente será considerada para submissão regulatória após a conclusão e avaliação dos estudos clínicos".
O que é o medicamento
A molécula pertence à mesma família de remédios que popularizou o Ozempic, o Wegovy e o Mounjaro, mas com uma diferença de mecanismo: enquanto a semaglutida age sobre o hormônio GLP-1 e a tirzepatida combina GLP-1 e GIP, a retatrutida atua sobre três receptores ao mesmo tempo, somando o glucagon.
GLP-1 e GIP são liberados pelo intestino após as refeições e sinalizam ao cérebro que o corpo está saciado, além de ajudar o pâncreas a controlar a insulina. O glucagon é o diferencial: ao ser acionado, estimula o organismo a gastar mais energia, inclusive em repouso.
A aposta dos pesquisadores é que essa ação tripla amplie tanto a perda de peso quanto os efeitos metabólicos, na comparação com remédios que atuam em um ou dois desses caminhos.

Reprodução
Os números por trás da corrida
O estudo de fase 3 TRIUMPH-1, que acompanhou mais de 2,3 mil adultos com obesidade ou sobrepeso associado a alguma comorbidade, é a base mais robusta até aqui. Entre quem recebeu a dose mais alta, de 12 mg, a perda média de peso corporal foi de 28,3% em 80 semanas —até 31,9 kg.
Quase metade do grupo perdeu pelo menos 30% do peso inicial, patamar próximo ao de algumas cirurgias bariátricas, e cerca de 65% deixaram de se enquadrar no diagnóstico de obesidade pelo IMC ao fim do período. Entre os pacientes com obesidade mais grave que seguiram em uma extensão do estudo por 104 semanas, a perda média chegou a 38,5 kg.
O estudo publicado na Lancet, com 930 adultos com diabetes tipo 2, trouxe resultados parecidos de peso e uma queda no açúcar no sangue mais que o dobro da registrada no grupo placebo.
A mesma pesquisa apontou reduções de 60,6% na gravidade da apneia do sono e de até 73,1% na dor da osteoartrite no joelho entre os participantes com essas condições, além de melhoras em indicadores ligados a risco cardiovascular, como circunferência abdominal, triglicerídeos, pressão arterial e inflamação sistêmica.
Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais —náusea, diarreia, constipação, vômitos—, e o abandono do tratamento cresceu junto com a dose: 4,1% entre quem usou 4 mg, 6,9% na dose de 9 mg, 11,3% na de 12 mg, contra 4,9% no placebo.
Houve também alterações sensoriais leves e mais infecções urinárias em parte dos participantes, classificadas pela fabricante como leves a moderadas.
Canetas emagrecedoras com retatrutida são vendidas no Paraguai.
Reprodução/TV Globo
Ninguém sabe o que está sendo injetado
Fora dos estudos oficiais, a retatrutida não é fabricada industrialmente em nenhum país —o que muda por completo o tipo de risco envolvido.
Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica que a primeira dúvida é a composição do produto vendido, "principalmente a origem", já que se trata de um composto estéril e de uma molécula complexa, um triplo agonista.
Segundo ele, o problema vai além da eficácia: envolve contaminação por outras substâncias, presença de componentes estranhos, contaminação bacteriana —justamente por ser um composto que precisa ser estéril— e a imunogenicidade, isto é, a capacidade de o organismo reagir à molécula com uma resposta alérgica ou imunológica.
Macedo lembra que toda nova molécula desse tipo passa por testes obrigatórios de formação de anticorpos contra a própria substância, porque a reação pode ser grave.
"Existe a síndrome de Stevens-Johnson, que faz uma reação cutânea grave, descamativa, que pode acontecer por causa de medicamentos", afirma.
Ele cita ainda o risco ligado à cadeia de conservação térmica: sem refrigeração adequada, o produto pode precipitar substâncias e gerar reações alérgicas ou compostos tóxicos para órgãos como fígado, coração e cérebro, além de reações inflamatórias locais.
Para o médico, o insumo farmacêutico ativo usado nessas canetas costuma vir de produção alternativa, em países que não seguem as exigências de patente —o que torna a situação, em suas palavras, "um absurdo, porque é uma medicação com potencial absurdo e é a bola da vez".
Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e diretor do Departamento de Diabetes da SBEM, reforça que a retatrutida não foi lançada nem pelo próprio laboratório detentor da patente.
"Realmente não dá para ter ideia do que tem lá dentro dessa caneta", diz. “Não há como saber a concentração real, se há resíduos do processo de fabricação nem se a substância presente na caneta é, de fato, a retatrutida.”
Valente firma que o principal risco, no entanto, é mais direto:
sintomas gastrointestinais importantes,
possível mistura com outras substâncias (semaglutida, tirzepatida ou até vitaminas que alterem a velocidade de absorção)
e risco maior de pancreatite, já que uma perda de peso acima de 1 kg por semana aumenta a chance de formação de cálculos na vesícula.
Segundo ele, o uso sem acompanhamento médico agrava esse quadro, por faltar avaliação laboratorial, monitoramento da composição corporal e orientação sobre alimentação e hidratação —cuidados que também fazem parte do tratamento com os medicamentos já aprovados.
Fabricante confirma contaminação em produtos falsificados
Retatrutida é vendida clandestinamente no Brasil
Reprodução/TV Globo
A própria Lilly corrobora, em nota, parte do que os médicos descrevem.
A farmacêutica classifica o mercado ilegal de produtos falsificados para obesidade como "criminoso e perigoso" e recomenda "enfaticamente" que os pacientes o evitem, além de cobrar das autoridades medidas para coibi-lo.
Segundo a empresa, pacientes que recorrem a esses produtos "não têm qualquer garantia sobre o que esses produtos contêm ou sobre as condições de segurança em que foram fabricados".
A Lilly afirma já ter identificado, em produtos falsificados para obesidade, contaminação bacteriana, endotoxinas —substâncias tóxicas presentes na membrana de certas bactérias— e outras impurezas, e diz que problemas relacionados a segurança, esterilidade e eficácia "têm sido amplamente reportados".
A farmacêutica orienta que medicamentos sejam adquiridos apenas de fontes confiáveis, como farmácias licenciadas, e afirma que segue trabalhando com autoridades públicas, incluindo a Anvisa, para combater a promoção e a venda desses produtos.
O Paraguai segue como a principal origem desse mercado paralelo de medicamentos da classe GLP-1 —grupo de hormônios intestinais ligados ao apetite e à saciedade— que chega ao Brasil, com apreensões diárias da Receita Federal e da Anvisa na fronteira de Foz do Iguaçu.
Nos três primeiros meses de 2026, o valor apreendido já passou de R$ 11 milhões, mais do que o total registrado em todo o ano de 2025. A Anvisa reforça que comprar ou usar medicamento sem registro sanitário não é só um risco à saúde: a comercialização de produtos irregulares também pode configurar crime.
O que fazer enquanto o registro não sai
Para quem busca tratamento para obesidade ou diabetes tipo 2 hoje, a orientação da Anvisa e da própria Lilly é não adquirir nem usar, em nenhuma hipótese, produtos vendidos como retatrutida fora de estudos clínicos oficiais.
Medicamentos da mesma classe já aprovados e registrados no Brasil —com semaglutida (Ozempic, Wegovy) ou tirzepatida (Mounjaro) como princípio ativo— seguem como opção avaliada por médico, considerando histórico de saúde, outras condições e riscos individuais. Nenhuma informação disponível hoje sobre a retatrutida substitui essa avaliação.
A Lilly não informou data para encerrar o programa de estudos nem para apresentar o pedido de registro às agências sanitárias. Até lá, o espaço entre o que a ciência já confirma e o que o mercado ilegal promete deve continuar sendo ocupado por produtos sem controle de origem, dose ou segurança. ...

전문 보기

이 뉴스, 어떠셨어요?

탭 한 번으로 반응 · 로그인 불필요

관련 뉴스

관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Iloilo City flooding eases; 35 barangays still inundated as Kiyapo exits

Philippine Daily Inquirer

Biliran Bridge restores full 15-ton load capacity after repair

Philippine Daily Inquirer

BI denies spreading false info on Romualdez’s alleged bid to leave PH

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

Geometria pode ser instintiva: estudo encontra padrão comum entre macacos e humanos

G1 (Globo)

Filme 'A Odisseia' ensina sobre formação da Grécia Antiga; teste seus conhecimentos no QUIZ

G1 (Globo)

Tesouro escondido: reforma em casa revela sem querer relíquia arqueológica de 900 anos atrás em Portugal; VÍDEO

G1 (Globo)

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.