Aulas a 35 grados y recreos sin sombra en Castilla-La Mancha: “Hay escuelas que son hornos”
Más de 150 ayuntamientos solicitan las ayudas autonómicas a la climatización. Padres y docentes piden “celeridad” y protocolos “claros”
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La operación abre la puerta al pequeño inversor español de las grandes salidas a Bolsa de Wall Street. Al precio máximo que fija la operación en Europa, SpaceX valdría más de dos billones
La dueña de Superestruct, promotora de más de 80 macroconciertos como el Arenal Sound, FIB o el Sónar, solicita ampliar el crédito a sus financiadores para reforzar la compañía
Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue Após a suspensão da imunização contra a dengue com a vacina do Instituto Butantan na segunda-feira (8), o Ministério da Saúde deve seguir investigando os óbitos e casos adversos registrados após a aplicação do imunizante. ➡️O uso do imunizante nacional foi descontinuado temporariamente após o registro de 42 casos de reações severas – entre eles, duas mortes – que podem estar ligados à vacina. De acordo com o órgão, os próximos passos que seguem o anúncio são: Descontinuidade da aplicação pelos estados e municípios O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os estados e municípios serão comunicados sobre a decisão do ministério para que o uso da vacina do Butantan seja suspenso. "Reforçaremos nessa reunião [após a coletiva com a redes municipais, de vigilância] a nota técnica para descontinuar de forma temporária a atual estratégia da vacina da dengue do Butantan", afirmou Padilha. Ele ainda reforçou que, por se tratar de uma suspensão temporária, as vacinas devem ser mantidas nas redes refrigeradas dos municípios, mesmo sem a utilização do imunizantes. Rastreamento de novos casos de efeitos adversos Outro passo sinalizado pelo Ministério da Saúde é o rastreamento de possíveis novos casos de reações adversas relacionadas à aplicação da vacina. A pasta vai terá reuniões com os municípios onde o imunizante foi aplicado para uma busca ativa de novas queixas. Ou seja, as cidades vão ser orientadas a analisar os casos locais para entender se há uma possível relação com a vacina e fazer a notificação. ➡️Além disso, o ministério passará a orientar o monitoramento ativo de casos na rede hospitalar de: Dengue em pessoas com vacinação recente; Casos com sinais de alarme; e Óbitos A indicação é de fazer o acompanhamento por lote, unidade ou território. Investigação dos óbitos e dos efeitos adversos Por fim, o ministério vai seguir a investigação sobre os efeitos adversos graves observados, incluindo os dois óbitos. Isso porque, apesar do anúncio da descontinuidade temporária da utilização da vacina, ainda não é possível estabelecer uma relação de causalidade entre a aplicação do imunizante e os óbitos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou o Instituto Butantan e deve convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica dos casos. Em entrevista à GloboNews, a infectologista e diretora do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, Rosana Richtmann, afirmou que, nesse aspecto, é essencial tentar entender do ponto de vista epidemiológico quais são as pessoas que tiveram eventos adversos. "Eles vão analisar todas as pessoas que tiveram esses sinais, mesmo os que não foram graves, para ver se tem alguma característica em comum", disse. Vacina da dengue do Butantan. Governo de São Paulo/Divulgação E quem tomou a vacina, o que deve fazer? Para quem já tomou a vacina, os próximos passos recomendados pelo Ministério da Saúde são redobrar a atenção a possíveis efeitos adversos. A pasta recomenda que quem foi imunizado nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas. ⚠️Nesse cenário, os sintomas de alerta são: Febre Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Tontura Sangramentos Sonolência intensa Irritabilidade Sinais de desidratação Piora do estado geral O que foi registrado pela farmacovigilância No período de janeiro até 30 de maio de 2026 foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total de vacinados. Entre esses registros, 42 casos apresentaram sinais de alarme. Nesses, os pacientes apresentaram quadros como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Esses episódios corresponderam a 0,008% do total de pessoas vacinadas e foram classificados como eventos muito raros, embora não previstos nos estudos clínicos nem descritos na bula. Entre os quadros, três foram considerados graves e, dentre eles, duas mortes. O primeiro caso grave envolve uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Segundo o governo federal, ela evoluiu para um quadro de dengue grave com choque, precisou ser internada em UTI, mas se recuperou. Já os casos de óbitos são: Uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após receber a vacina. O quadro incluiu comprometimento neurológico, com meningoencefalite, e a paciente morreu. Um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário. Ele também morreu. Como próximos passos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que notificou o Instituto Butantan e deve convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica dos casos. O Butantan ficará responsável por analisar as informações disponíveis e apresentar novos dados às autoridades. O trabalho de investigação será conduzido de forma conjunta pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI, e pelo Instituto Butantan. Medida não afeta a Qdenga Incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no final de 2023, a vacina Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica Takeda, está disponível no SUS (gratuitamente) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue após os idosos (o imunizante não foi liberado pela Anvisa para pessoas acima de 60 anos).
Irã e Israel suspendem novos ataques No Oriente Médio, Irã e Israel anunciaram a suspensão dos ataques que começaram no fim de semana. Mas o frágil cessar-fogo parece indicar que a paz ainda está longe. Cento e um dias de guerra, e as últimas 24 horas foram as mais tensas desde o início do cessar-fogo, alcançado em maio. Em Israel, hospitais transferiram pacientes para instalações subterrâneas. No fim de semana, depois de novos ataques do Hezbollah ao norte de Israel, forças israelenses voltaram a bombardear alvos do grupo extremista libanês, financiado pelo Irã, em Beirute, capital do Líbano. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Guarda Revolucionária iraniana respondeu com mísseis contra Israel. E as forças israelenses, então, atingiram sistemas iranianos de defesa aérea recém-reconstruídos e uma fábrica petroquímica, ligada ao programa de mísseis balísticos do país. A Guarda Revolucionária afirmou também ter revidado atacando uma fábrica israelense parecida. O sinal de distensão veio pela TV, no Irã. O apresentador anunciou: os militares iranianos declararam a suspensão dos ataques. Mas ameaçaram ações “severas” se as operações israelenses continuarem. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por sua vez, também prometeu responder com "toda a força" se Israel voltar a ser atacado. Irã e Israel trocam promessas de cessar-fogo depois dos ataques no fim de semana Jornal Nacional/ Reprodução A pausa nos ataques ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos postou que Irã e Israel deveriam parar imediatamente de “atirar”. A nova escalada evidenciou a dificuldade que Donald Trump enfrenta para negociar o fim da guerra. Trump escreveu que as negociações finais para a "paz” estão em andamento, mas que ignorância ou estupidez podem atrapalhar. Só que ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano continuaram. Um míssil atingiu nesta segunda-feira (8) a histórica cidade de Tiro. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Irã anuncia suspensão de ataques contra Israel Irã e Israel interrompem ataques após pedido de Trump, mas mantêm ameaças Sandra Cohen: Ataques entre Irã e Israel complicam ação de Trump para negociar acordo e sair rapidamente da guerra
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue g1 O Amazonas registrou uma queda de 56% nos casos suspeitos de arboviroses nos cinco primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) apontam que foram notificadas 4.933 ocorrências suspeitas entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano, contra 11.202 registros contabilizados até o início de junho de 2025. 🔎Arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente pela picada de mosquitos infectados. Entre as mais conhecidas estão dengue, zika e chikungunya Segundo o informe epidemiológico da fundação, em 2026, foram confirmados 682 casos de dengue, enquanto em 2025 o número chegou a 3.160 no mesmo período, uma queda de cerca de 78%. Os casos confirmados de chikungunya passaram de 83 para 39, uma redução de 53%. Já os registros de febre de Mayaro caíram quase 93%, indo de 56 para quatro. A zika também apresentou redução de nove para seis casos confirmados, cerca 33% a menos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Por outro lado, a febre Oropouche, que não havia registrado casos confirmados no mesmo período do ano passado, teve um caso confirmado em 2026. Agora no g1 Entre os municípios com maior número de notificações de arboviroses neste ano estão Manaus, com 1.530 casos suspeitos, seguida por: Eirunepé (514); Envira (375); Jutaí (332); Guajará (273); Tabatinga (263); Ipixuna (231); Tefé (169); Benjamin Constant (141); Coari (137); Carauari (132); e São Paulo de Olivença (120). No levantamento divulgado em 2025, Manaus também liderava o ranking, com 2.192 notificações. Na sequência apareciam Atalaia do Norte (932), Jutaí (760), Envira (753), Eirunepé (637), Ipixuna (613), Guajará (583), Benjamin Constant (542), Tefé (535) e Tabatinga (525). Os dados são atualizados periodicamente e podem sofrer alterações conforme novas notificações e confirmações laboratoriais sejam registradas. Prevenção A FVS-RCP reforça que a principal forma de prevenção das arboviroses é eliminar locais com água parada, que servem de criadouros para os mosquitos transmissores. No caso da febre Oropouche, a recomendação inclui evitar áreas de mata e margens de rios, especialmente entre 9h e 16h, além de manter quintais limpos, sem acúmulo de matéria orgânica, e utilizar repelente sempre que possível. O Amazonas também mantém a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios contemplados pela estratégia do Ministério da Saúde.
Vacina da dengue do Butantan. Governo de São Paulo/Divulgação Sorocaba (SP) vai segregar os imunizantes contra dengue produzidos pelo Instituto Butantan nas câmaras de vacinas das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a partir desta segunda-feira (8). A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde (SES). A medida segue a suspensão nacional determinada pelo Ministério da Saúde, que interrompeu temporariamente o uso do imunizante de forma preventiva para investigar eventos adversos graves. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em comunicado, o Ministério da Saúde informou que a suspensão ocorreu devido à investigação de possíveis eventos adversos graves associados à vacina. Segundo a pasta, os casos estão sendo analisados pelas autoridades competentes, sem que detalhes adicionais tenham sido divulgados. Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue Sem reações graves na região Na cidade, foram aplicadas 2.502 doses da vacina do Butantan até junho deste ano. De acordo com a prefeitura, as reações registradas em Sorocaba foram as já esperadas conforme a bula do imunizante, sem registros de eventos adversos graves no município. Vacinação contra dengue em Sorocaba A cidade também aplica a vacina Qdenga, indicada para o público de 10 a 14 anos, e os números mostram avanço na imunização: Dose 1: 24.806 doses aplicadas (41,7% do público-alvo); Dose 2: 13.175 doses aplicadas (22,1% do público-alvo). A suspensão do Butantan não afeta a Qdenga, que segue sendo aplicada normalmente nas unidades de saúde. Em 2024, em Sorocaba, foram registrados 62 casos confirmados de dengue, sem nenhum óbito até o momento. As vacinas do Butantan permanecerão segregadas até que o Ministério da Saúde divulgue novas orientações sobre a retomada ou não da campanha. Jundiaí Em Jundiaí, a Secretaria de Promoção da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica (VE), informou que também segue a orientação do Ministério da Saúde para a suspensão temporária e preventiva da aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. Na cidade, não foi registrado nenhum caso de reação grave ou óbito relacionado à aplicação da vacina. As doses atualmente disponíveis na rede municipal permanecerão armazenadas e conservadas conforme os protocolos da rede de frio, aguardando novas orientações do Ministério da Saúde. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que ele poderia acabar "lutando sozinho" caso ele decidisse retomar a guerra em larga escala contra o Irã, revelou nesta segunda-feira (8) o site norte-americano Axios. “Eu disse: ‘Bibi, é melhor você tomar cuidado, ou muito em breve você ficará por conta própria’”, reportou o Axios, atribuindo a fala a Trump em uma conversa telefônica com Netanyahu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A conversa teria ocorrido na noite de domingo, horas após o Irã ter lançado mísseis em direção ao território israelense. O ataque iraniano, feito por conta de bombardeios de Israel contra o Líbano, ocorreu em meio à frágil trégua na guerra entre os dois países —na qual os EUA também estão envolvidos. Trump ligou para Netanyahu para impedir que ele retaliasse contra Teerã, temendo que isso levaria à retomada do conflito. O premiê israelense, no entanto, contrariou Trump e retaliou contra o Irã ainda na noite de domingo. Apesar do pedido, o presidente norte-americano entendia que seria quase impossível impedir que Netanyahu respondesse ao ataque iraniano, segundo o Axios. Agora no g1 Mesmo assim, Trump continuou a pressão contra uma nova escalada entre Irã e Israel, criticando o que chamou de "estupidez" das agressões. Nesta segunda-feira (8) os dois países suspenderam os ataques mútuos, mas mantiveram o tom de ameaça. Segundo o Axios, a conversa telefônica entre Trump e Netanyahu na noite de domingo teve um tom bem menos tenso que uma outra conversa entre os dois ocorrida dias antes, quando os dois discutiram e o presidente norte-americano chamou o premiê israelense de "completamente louco".
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal Reprodução/Redes sociais A morte de uma menina de 8 anos em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, é investigada pela Secretaria de Saúde. A criança morreu no sábado (6) com suspeita de meningite, mas um exame divulgado nesta segunda-feira (8) descartou a forma bacteriana da doença, considerada a mais grave e de maior potencial de transmissão. 🔍 A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e sonolência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Segundo o secretário municipal de Saúde, Nilvam Baeta, o laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) apontou resultado não detectável para meningite bacteriana. “O caso em questão continua em investigação com os técnicos da Vigilância Epidemiológica do município de Nova Serrana, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais”, informou o secretário. Agora no g1 De acordo com a Prefeitura, o atestado de óbito registra meningite por outras causas não especificadas, sem conclusão sobre o tipo da doença. Por isso, novos levantamentos e análises continuam sendo realizados para esclarecer o caso. A possibilidade de meningite bacteriana gerou preocupação entre pais e responsáveis no município, já que essa é a forma mais letal da doença e apresenta maior facilidade de transmissão entre as pessoas. Com o resultado inicial descartando essa hipótese, a investigação agora busca identificar qual agente causou a infecção. Ainda conforme informações repassadas pela administração municipal, o sepultamento da criança ocorreu no domingo (7), em Pará de Minas. Importância da vacinação Diante da repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a importância da imunização como forma de prevenção contra diferentes tipos de meningite. “Vale ressaltar que a vacinação é muito importante. Pedimos que todos levem suas crianças às unidades básicas de saúde e confiram se o cartão de vacina está em dia”, destacou Nilvam Baeta. A Secretaria Municipal de Saúde informou que novas atualizações sobre o caso serão divulgadas à medida que os resultados da investigação forem concluídos. SES Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) apontam que em 2026 o estado notificou 463 casos suspeitos de meningites, dos quais 134 foram confirmados, com ocorrência de 21 óbitos. LEIA TAMBÉM: Prefeitura de Nova Serrana informa óbito de criança por meningite bacteriana Combate mundial à meningite desacelera e metas da OMS para a doença podem não ser atingidas até 2030 ASSISTA: Novo esquema de vacinação contra a meningite tem proteção maior Novo esquema de vacinação contra a meningite tem proteção maior VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
Áudios mostram agente da Polícia Civil antecipando operações para grupo criminoso na PB Áudios obtidos durante a investigação que levou à prisão do delegado da Polícia Civil da Paraíba, Braz Morroni, dos agentes da corporação, Everton Aires e Eduardo Jorge, apontam uma suposta antecipação de informações sigilosas sobre operações da polícia para integrantes de uma facção criminosa. Em uma das gravações, o investigador Everton, conhecido como "Bomba" fala sobre o caso. Ouça acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp No áudio, Everton fala com João Wicttor Alves de Lima, conhecido como "Vitor", que a Justiça coloca como responsável por armazenar, refinar e comercializar drogas fornecidas pelos policiais, além de realizar transferências financeiras para integrantes do esquema. No material, Everton cita que uma operação estava prestes a acontecer e que uma pessoa chamada "Breno" seria alvo. Ele pede para o interlocutor que avise Breno. A operação seria feita pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). "Agora tu fala o seguinte, Vitor, tu fala com o Breno, aí tu diz, conversou comigo e que os meninos da DRE entraram em contato comigo querendo saber onde era a casa da (nome inaudível). Tá entendendo? Pra se ele tiver algum flagroso em casa, alguma coisa, se livrar, ou se for receber alguma coisa, não receber, tão de olho nele", disse em um dos áudios. O segundo áudio mostra que Everton comenta para um interlocutor não identificado sobre o resultado de uma operação, afirmando que "os abestalhados da DRE" prenderam o "Breno", que ele havia falado anteriormente para "se livrar de alguma coisa". "Falei com ele, aqueles abestalhados da DRE, prenderam o Breno. Eu digo 'agora, dê um jeito de tirar'. Aí, vão fazer só um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) lá e tirar ele. ô povo leso", disse em outro áudio. Em outro áudio, o investigador, que é apontado como o principal suspeito de executar o esquema de desvio de drogas após operações da Polícia Civil e a posterior revenda ilegal, fala sobre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO), que é composta por agentes da Polícia Federal, Polícia Militar, pela própria Polícia Civil e outras forças de segurança, que tinha como alvo o Breno, já citado anteriormente. "Hoje teve uma operação da FICCO, a FICCO é a delegacia que Breno é um dos alvos, aí eu tô perguntando se ele já deu notícia de vida hoje, que ele pode ter sido alvo na operação e a gente não sabe. Pra esse abestralhado se ligar, sempre ligado, pra nem ter flagrante em casa e na porra do celular", disse. Ao Fantástico, o advogado de "Bomba" afirmou que o devido processo legal se instaurou e que o policial não aceita as acusações. A investigação O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, afirmou que a investigação durou mais de um ano e que foram utilizados mais de 40 mil áudios durante as apurações. “Mais de um ano de investigação, mais de 40 mil áudios analisados pela Polícia Civil e Gaeco. A gente tá combatendo a chegada do Comando Vermelho no nosso estado e agentes de segurança pública associados com traficantes alimentam essa facção para que possam retornar as drogas para as ruas. É uma gravidade importante de considerar”, disse. A investigação também cumpriu mandados contra outros cinco suspeitos de integrar uma facção criminosa. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em fevereiro de 2025, após a denúncia de um traficante que relatou que drogas apreendidas teriam sido desviadas por agentes da corporação. Ao longo das apurações, os investigadores reuniram elementos que indicam que o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em vendas ao longo de quatro anos. Dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça contra os suspeitos, oito foram cumpridos na operação Perfídus. Operação Perfídius foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) Divulgação/Polícia Civil Quem é quem no esquema Braz Morroni - delegado da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) Delegado Braz Morroni está entre os presos da operação Reprodução/TV Cabo Branco No documento judicial, Braz Morroni é descrito como alguém que teria participação ativa no esquema. Segundo o documento, ele não apenas toleraria as ações dos subordinados da Polícia Civil, mas seria beneficiário direto dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas. A investigação sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negociações realizadas pelos investigadores, cobrava rapidez na recuperação de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posição hierárquica para oferecer proteção institucional ao grupo. A decisão cita transferências financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organização criminosa, para contas ligadas ao delegado, além de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em operações de tráfico e comércio ilícito de drogas. Também é mencionado que, em dezembro de 2025, o delegado teria comparecido pessoalmente à delegacia para receber sua parte dos recursos arrecadados com o tráfico de drogas. Por esses elementos, o magistrado que autorizou a prisão, entendeu haver indícios de participação direta do delegado na estrutura criminosa, determinando sua prisão temporária, afastamento do cargo, bloqueio de bens e suspensão do porte de armas. Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária de Braz Morroni, nesta terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Everton Rychelyson da Silva Aires - Operador do grupo e policial civil Everton foi apontado como sendo um dos principais operadores do esquema criminoso. Ele é agente da Polícia Civil TV Cabo Branco O principal apontado como operador do grupo criminoso é o investigador da Polícia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba". Conforme a decisão judicial, ele seria o elo entre policiais e traficantes, responsável por guardar drogas desviadas, negociar carregamentos de cocaína e skunk, organizar a contabilidade clandestina, orientar integrantes do grupo sobre lavagem de dinheiro e até atuar em esquemas paralelos de importação irregular de mercadorias e comercialização de anabolizantes. O documento também menciona movimentações financeiras consideradas incompatíveis com sua renda e diversas transações com suspeitos ligados ao tráfico. Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária do suspeito, nesta terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Eduardo Jorge Ferreira - agente da Polícia Civil Eduardo Jorge também foi apontado como integrante da organização criminosa Reprodução/TV Cabo Branco Também conforme a decisão, outro personagem do esquema é o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O documento judicial afirma que ele participava diretamente das ações de subtração de drogas, monitorava carregamentos de facções, manipulava rastreadores instalados em veículos e armazenava entorpecentes em sua residência. O documento destaca ainda movimentações financeiras milionárias, relações comerciais consideradas suspeitas e mecanismos de ocultação patrimonial por meio de empresas e terceiros. Em audiência de custódia realizada pela Justiça após a prisão, foi mantida a prisão temporária do suspeito, nesta terça-feira (2). Ele foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth e Paulo Ricardo - integrantes do grupo criminoso Outro apontado pela investigação é João Wicttor Alves de Lima, conhecido como "Vitor", que a Justiça coloca como responsável por armazenar, refinar e comercializar drogas fornecidas pelos policiais, além de realizar transferências financeiras para integrantes do esquema. Brendo Roberth Fernandes Sobral, o "Breno", seria subordinado de João Wicttor e atuaria na guarda, refino e distribuição dos entorpecentes. Já Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como "Galinha", é apontado como informante dos policiais e distribuidor de drogas, fornecendo informações sobre depósitos de facções rivais em troca de parte das cargas desviadas, além de participar da movimentação financeira do grupo por meio de empresas próprias. José Alexandrino de Lira Júnior - chefe de distribuição de carregamentos de drogas Com atuação principalmente voltada para o Sertão da Paraíba, José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como "Júnior Lira", é descrito como líder da distribuição de grandes carregamentos de drogas na região etambém no Rio Grande do Norte, financiando remessas interestaduais e mantendo relações diretas com Everton, citado anteriormente. Vanessa Dantas Fernandes - tesoureira do esquema Esposa de Júnior Lira, Vanessa Dantas é apontada pela Justiça da Paraíba como a tesoureira do esquema no sertão paraibano, disponibilizando suas contas correntes para receber, fracionar e pulverizar os recursos do tráfico internacional e interestadual de drogas, enviando valores diretos aos policiais. De acordo com a investigação, Vanessa apresentava volumosa rotina de depósitos fracionados em dinheiro em correspondentes lotéricos e terminais de autoatendimento, seguidos imediatamente por saques sistemáticos na boca do caixa e em caixas eletrônicos, de modo a viabilizar a evasão física dos ativos para fins de blindagem patrimonial. Dankennedy Vieira - integrante de facção criminosa A decisão também menciona Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como "Babau", integrante da facção criminosa Nova Okaida. Segundo a investigação, ele teria sido uma das vítimas do desvio de drogas praticado pelos policiais e foi quem divulgou imagens nas redes sociais que deram origem às apurações. Ele foi o único que não foi preso no cumprimento do mandado de prisão. Todos os outros citados anteriormente, foram presos. Outros suspeitos Três outras pessoas, que não foram alvos de mandados de prisão preventiva, foram citadas na decisão da Justiça como pessoas que mantinham relações financeiras suspeitas com integrantes do grupo criminoso. Elas foram citadas como: Diego Ernesto Pereira Barros, ex-policial militar; Fabiano de Matos Farias, o "Galego"; Jobson Rodrigo da Silva. Os três, conforme a Justiça, foram alvo apenas de mandados de busca e apreensão em endereços citados pela Justiça. Fabiano de Matos, inclusive, está atualmente preso por outros crimes na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, em João Pessoa. O ex-policial militar, apesar de não ter sido alvo de prisão preventiva, acabou sendo preso em flagrante durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, por obstrução de Justiça e posse ilegal de arma de fogo. Ele passou por audiência de custódia por esses crimes e foi posto em liberdade ainda nesta terça-feira (2). Para a Rede Paraíba, a defesa do ex-policial militar disse que a prisão em flagrante foi "excessiva" e "desproporcional", além de achar que "não havia elementos concretos para a manutenção da prisão ou para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva". Em nota, a defesa do delegado Braz Morroni disseram que "é preciso rassaltar o direito constitucional à presunção de inocência" e que "irá analisar os autos visando a adoção das medidas pertinentes para restaurar a liberdade do delegado". Também afirmou que "no momento oportuno, irá provar sua inocência". O g1 não conseguiu localizar a defesa dos outros citados. Como funcionava o esquema Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. Entre os possíveis crimes, está o desvio de drogas para revenda. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa. Já o delegado Braz Morroni de Paiva Junior é apontado pelas investigações como participante da divisão dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas e teria recebido repasses financeiros e usado o cargo para proteger subordinados envolvidos no esquema. O delegado Rafael Bianchi detalhou que traficantes informavam aos policiais a localização de drogas armazenadas por outros grupos criminosos, os agentes da Polícia Civil faziam a apreensão e repassavam para os criminosos que informavam as localizações dos entorpecentes. "Traficantes de confiança dos policiais informavam onde havia essa droga armazenada. Os policiais iam até o local, realizavam a subtração e repassavam essa droga para esses traficantes de confiança, que são todos da mesma organização criminosa". O delegado André Rabello acrescentou que as investigações levaram cerca de 15 meses e que drogas que seriam incineradas também foram desviadas. "A gente se debruçou e se deparou com essa realidade, com nove alvos, nove traficantes, incluindo três policiais, retirando do meio criminoso entorpecentes e, em vez da entrada na polícia, voltando para outras organizações criminosas. E o que dava entrada na delegacia, quando ia ser incinerado, também havia o desfalque lá naquele momento de incinerar." Além dos nove mandados de prisão, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Quem é o delegado preso Braz Morroni de Paiva Júnior tem mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil. Ele foi nomeado delegado de Polícia Civil na Paraíba em 12 de agosto de 2004, após ser aprovado em um concurso público. O delegado atuou na delegacia de Cuité, na delegacia de Itabaiana, na 4ª delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Polícia Civil. Em 2017, Braz Morrone começou a atuar na Delegacia de Repressão a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT. Agora no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue A suspensã O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) que suspendeu a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após o registro de duas mortes suspeitas. Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses e, nesse universo de pacientes, registrados 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes que estão sob investigação. "Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Entre os cerca de 500 mil vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% do total. Desses registros, 42 apresentaram sinais de alarme e foram classificados como graves, o que representa 0,008% do total de pessoas imunizadas. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. Vacina contra a dengue feita pelo Butantan Instituto Butantan/ Divulgação E o que acontece agora? Estados e municípios vão suspender a aplicação, enquanto os casos de eventos graves e mortes são investigados. O governo informou que vai acionar os estados para reforçar a busca por possíveis efeitos adversos. E quem já tomou a vacina? Quem recebeu doses nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento e estar atendo a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outros. A pasta reforçou que a medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação de eficácia e segurança da vacina. "Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade", disse o ministro Padilha. Em nota, o Instituto Butantan disse que vai seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, com a suspensão de maneira preventiva para reavaliação da estratégia vacinal. "Nosso compromisso é com o máximo rigor científico possível e a gente vai trabalhar nesse sentido com a esperança de que nós vamos conseguir dados suficientes, evidências suficientes para mostrar que a vacina tem benefício para a saúde pública brasileira e pode ser retomada essa vacinação", disse o médico infectologista Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan. Governo de SP antecipa entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue do Butantan Casos graves são 'inesperados', diz Ministro Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que a decisão foi tomada após notificações de farmacovigilância -- que é o processo que acompanha efeitos adversos de vacinas e medicamentos no país. Em 500 mil aplicações, foram 42 efeitos adversos graves. Segundo a análise, os dados mostravam reações que não apareciam antes nas pesquisas que levaram à aprovação da vacina. Vale dizer que antes de ser aprovada, a pesquisa aplicou a vacina em 16 mil pessoas que foram acompanhadas por cinco anos. A partir dessa análise, teve a eficácia e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e foi publicado pela revista Nature. O que foi registrado na farmacovigilância: No período de janeiro até 30 de maio de 2026 foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total de vacinados. Entre esses registros, 42 casos apresentaram sinais de alarme. Nesses, os pacientes apresentaram quadros como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Esses episódios corresponderam a 0,008% do total de pessoas vacinadas e foram classificados como eventos muito raros, embora não previstos nos estudos clínicos nem descritos na bula. Entre os quadros, três foram considerados graves e, dentre eles, duas mortes. O primeiro caso grave envolve uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Segundo o governo federal, ela evoluiu para um quadro de dengue grave com choque, precisou ser internada em UTI, mas se recuperou. Já os casos de óbitos são: Uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após receber a vacina. O quadro incluiu comprometimento neurológico, com meningoencefalite, e a paciente morreu. Um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário. Ele também morreu. Como próximos passos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que notificou o Instituto Butantan e deve convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica dos casos. O Butantan ficará responsável por analisar as informações disponíveis e apresentar novos dados às autoridades. O trabalho de investigação será conduzido de forma conjunta pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI, e pelo Instituto Butantan. Rastreamento pelo país De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta vai ter reuniões com as cidades para uma busca ativa. Ou seja, as cidades vão ser orientadas a analisar os casos locais para entender se há uma possível relação com a vacina e fazer a notificação. Além disso, a orientação é de que as pessoas vacinadas nos últimos 21 dias devem observar sintomas e serem acompanhadas pela secretaria de saúde local. Devem ser observados: Febre Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Tontura Sangramentos Sonolência intensa Irritabilidade Sinais de desidratação Piora do estado geral O que essa suspensão representa? O Ministério da Saúde, Butantan e especialistas sinalizam que a suspensão não invalida a vacina e nem mesmo os dados que já existem sobre sua eficácia. "Essa decisão não invalida a eficácia, mas ela busca a gente ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de riscos ou cenários em que o benefício da vacinação superariam os riscos. Então, a população vacinada, ela continua protegida, então quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue", disse o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti. O que diz o Butantan Confira abaixo a íntegra da nota do Instituto Butantan: "O Instituto Butantan informa que, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, a vacinação contra a dengue será, de maneira preventiva, temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. No momento, profissionais de saúde estavam sendo vacinados. A orientação ocorre em razão de alguns casos de reação adversa detectados, três deles com sinal de gravidade, em um universo de aproximadamente 500 mil vacinados, que podem ou não estar relacionados à vacinação. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação. O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absoluto com a ciência e a saúde da população e irá seguir trabalhando para apoiar o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Cabe ressaltar que a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população. O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS. O Instituto Butantan reafirma seu compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para enfrentamento de problemas de saúde pública brasileira pelo SUS."
A Prefeitura de Bragança Paulista investiga dois casos suspeitos de meningite envolvendo duas irmãs. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (8) pela Administração. Uma das pacientes, uma menina de 7 anos, morreu no dia 31 de maio. Segundo a família, o atestado de óbito aponta meningite, mas sem especificar o tipo da doença. De acordo com a prefeitura, os primeiros exames realizados deram resultado negativo para meningite bacteriana. O segundo caso envolve a irmã da criança, de 13 anos. Ela está internada no Hospital Universitário São Francisco e não corre risco de morte. Agora no g1 Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros exames da adolescente deram resultado positivo para uma das bactérias que podem causar meningite. Com base nesse resultado, a prefeitura passou a trabalhar com a hipótese de um falso negativo no caso da menina que morreu e solicitou novas análises. Os resultados devem ficar prontos nos próximos dias. A Prefeitura de Bragança Paulista informou que as duas meninas estavam com a vacinação em dia. A administração municipal também afirmou que adotou medidas de vigilância epidemiológica nas escolas frequentadas pelas irmãs e entre familiares próximos. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Vacina contra a dengue Instituto Butantan/ Divulgação O Instituto Butantan afirmou que manterá seu compromisso com a ciência e a saúde da população após a decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de interromper temporariamente a vacinação contra a dengue para reavaliação da estratégia vacinal. Em nota, o instituto informou que continuará apoiando os órgãos federais, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou que vai suspender a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após duas mortes suspeitas registradas (veja mais abaixo). Segundo o Butantan, a suspensão temporária da vacinação foi adotada de forma preventiva após a identificação de alguns casos de reações adversas, sendo três deles com sinal de gravidade, entre aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas. De acordo com o instituto, ainda não é possível afirmar se os casos estão relacionados à vacinação. A vacinação estava sendo aplicada, neste momento, apenas em profissionais de saúde. O Butantan afirmou que a medida tem como objetivo garantir a segurança da população nas próximas etapas da campanha. O instituto também declarou que seguirá aprofundando as informações sobre o uso da vacina e que, caso sua segurança seja confirmada, a vacinação poderá ser retomada. Na nota, o Butantan reafirmou o compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para o enfrentamento de problemas de saúde pública por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Suspensão da vacina da dengue Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue O anúncio foi feito às 14h41 do horário de Brasília em uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e, nesse universo de pacientes, registradas 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes, que seguem como suspeitas. "Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Segundo a análise do Ministério da Saúde, a taxa de reação adversa, corresponde a 0,7% do total vacinado e os casos com sinais de alarme, que levaram à suspensão, são 0,008% das pessoas imunizadas. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. E o que acontece agora? Estados e municípios vão suspender a aplicação, enquanto os casos de eventos graves e mortes são investigados. O governo informou que vai acionar os estados para reforçar a busca por possíveis efeitos adversos. E quem já tomou a vacina? Quem recebeu doses nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento e estar atendo a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outro A pasta reforçou que a medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação de eficácia e segurança da vacina. "Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade", disse o ministro Padilha. Casos graves são 'inesperados', diz ministro Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que a decisão foi tomada após notificações de farmacovigilância -- que é o processo que acompanha efeitos adversos de vacinas e medicamentos no país. Em 500 mil aplicações, foram 42 efeitos adversos graves. Segundo a análise, os dados mostravam reações que não apareciam antes nas pesquisas que levaram à aprovação da vacina. Vale dizer que antes de ser aprovada, a pesquisa aplicou a vacina em 16 mil pessoas que foram acompanhadas por cinco anos. A partir dessa análise, teve a eficácia e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e foi publicado pela revista Nature. No período de janeiro até 30 de maio de 2026 foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total de vacinados. Entre esses registros, 42 casos apresentaram sinais de alarme. Nesses, os pacientes apresentaram quadros como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Esses episódios corresponderam a 0,008% do total de pessoas vacinadas e foram classificados como eventos muito raros, embora não previstos nos estudos clínicos nem descritos na bula. Entre os quadros, três foram considerados graves e, dentre eles, duas mortes. O primeiro caso grave envolve uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Segundo o governo federal, ela evoluiu para um quadro de dengue grave com choque, precisou ser internada em UTI, mas se recuperou. Já os casos de óbitos são: Uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após receber a vacina. O quadro incluiu comprometimento neurológico, com meningoencefalite, e a paciente morreu. O terceiro caso envolve um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário. Ele também morreu. Como próximos passos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que notificou o Instituto Butantan e deve convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica dos casos. O Butantan ficará responsável por analisar as informações disponíveis e apresentar novos dados às autoridades. O trabalho de investigação será conduzido de forma conjunta pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI, e pelo Instituto Butantan. Três casos graves após vacina da dengue levaram governo a interromper imunização
Hospital de Três Corações registra três mortes por doenças respiratórias em uma semana Três pacientes morreram com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde a abertura dos novos leitos de UTI do Hospital São Sebastião, em Três Corações (MG). Entre as vítimas estão um homem de 75 anos, de Ouro Fino, uma mulher de 62 anos, de Itanhandu e um homem de 39 anos, que morreu na madrugada desta segunda-feira (8). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com o hospital, foram habilitados 33 novos leitos de UTI para SRAG, sendo 19 adultos e 14 pediátricos, como parte de uma estratégia de apoio à rede estadual de saúde. Atualmente, dez desses leitos estão ocupados por pacientes em tratamento, a maioria com diagnóstico de influenza. O hospital ainda confirmou a chegada de novos pacientes regulados pelo Estado, vindos de Muriaé, o que pode elevar o número de internações nos próximos dias. Hospital São Sebastião, em Três Corações Reprodução EPTV Segundo informações da assessoria da unidade, entre os pacientes internados há dois moradores de Varginha, dois de Três Corações e dois de Carmo da Cachoeira. Há ainda pacientes vindos de Boa Esperança, Lambari, Carmo de Minas e Ipuiúna, com um internado de cada município. De acordo com a unidade, uma criança que chegou a ocupar um leito de UTI pediátrica apresentou melhora no quadro clínico e foi transferida para a enfermaria. Perfil dos óbitos A médica responsável pelo setor de internação, Lavínia Vanoni Toledo, informou que os três pacientes que morreram chegaram ao hospital em estado crítico. Dois dos óbitos registrados anteriormente eram de idosos: um homem de 75 anos, morador de Ouro Fino, e uma mulher de 62 anos, de Itanhandu. O terceiro óbito ocorreu na madrugada desta segunda-feira (8) e foi de um homem de 39 anos, que, segundo a médica, pode ser morador de Três Corações. “São pacientes que chegam com um comprometimento respiratório muito importante, já necessitando de suporte intensivo. Infelizmente, mesmo com toda a assistência, alguns quadros evoluem de forma muito rápida”, explicou a médica. Hospital São Sebastião registra mortes por Srag na mesma semana em que ampliou leitos Segundo Lavínia, os pacientes são encaminhados ao hospital por meio do sistema estadual de regulação, conhecido como CORE, ou pelo pronto-socorro da própria unidade, desde que apresentem critérios clínicos compatíveis com síndrome respiratória aguda grave. “A gente reforça a importância de procurar atendimento logo no início dos sintomas, principalmente em casos de falta de ar, febre persistente e piora rápida do quadro. Chegar precocemente pode fazer toda a diferença”, alertou. Dados estaduais Conforme o painel de vigilância da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em 2026 já foram registradas 1.160 notificações de síndrome respiratória aguda grave no estado, com 51 mortes confirmadas. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, foram 319 notificações e seis óbitos. A direção do hospital orienta que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara, evitem aglomerações e mantenham a vacinação em dia, especialmente contra a gripe, como forma de prevenção. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
Nos últimos anos, o orçamento municipal de Navegantes triplicou: em em 2021, a cidade trabalhava com R$ 343 milhões, enquanto esse ano, o número chegou a R$ 872 milhões. O crescimento, impulsionado pela arrecadação própria, é reflexo direto do fortalecimento da economia local. Com o resultado, a cidade saiu da 15ª para a 14ª posição no ranking das maiores economias de Santa Catarina e pretende estar entre as dez primeiras até 2030. Esse avanço é resultado, também, do número de empresas abertas, que cresceu desde 2021 e se sustenta em uma economia diversificada, com segmentos como porto, aeroporto, serviços, logística, construção civil e construção naval. Para o prefeito de Navegantes, Ricardo Ventura, os números são resultado de uma estratégia construída com base em segurança jurídica, desburocratização e diálogo permanente com quem investe na cidade. — Desde 2021, trabalhamos para oferecer aos investidores um ambiente moderno, seguro e eficiente. Isso inclui redução de impostos, simplificação da legislação para abertura de empresas e mais agilidade nos processos administrativos. Todo esse ambiente de desenvolvimento foi construído ouvindo quem empreende, quem gera empregos e acredita em Navegantes para investir seus recursos — afirma o prefeito. Navegantes faz parte da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) e representa, dentro da região, um modelo de desenvolvimento baseado em infraestrutura logística de escala nacional, inovação na gestão pública e qualidade de vida. A cidade é referência em eficiência administrativa, atração de investimentos industriais e diversificação econômica, o que gera crescimento para toda a região. Infraestrutura logística que conecta Navegantes com o mundo Um dos maiores diferenciais de Navegantes é o potencial logístico, já que a cidade possui conexão estratégica por via terrestre, aérea e marítima. Além de possuir um porto de referência nacional, o município conta com um aeroporto internacional e proximidade com algumas das principais vias que cruzam Santa Catarina, a BR-470 e a BR-101. Essa combinação de fatores é um dos principais ativos da cidade na atração de investimentos. — A posição geográfica de Navegantes é extremamente estratégica para Santa Catarina. Recentemente, recebemos um importante anúncio de investimento da Portonave, da ordem de R$ 2 bilhões, voltado ao reforço e ampliação do cais portuário. Esse aporte representa mais capacidade operacional, mais competitividade e, consequentemente, mais geração de empregos e desenvolvimento econômico para toda a região — explica Ricardo Ventura. Exemplo nacional em agilidade para abrir empresas Há poucos anos, Navegantes era citada pelo Conselho Federal de Contabilidade como uma das cidades com maior demora para abertura de empresas no Brasil. Hoje, o município reverteu esse cenário, com uma estrutura que registra e legaliza novos negócios em até oito horas. A agilidade operacional faz com que Navegantes seja reconhecida entre os dez municípios mais ágeis do país nesse processo. A virada foi construída a partir de um método que ouviu os contadores que atuavam na cidade, para ajudar a identificar gargalos e apontar as mudanças necessárias para tornar o processo mais eficiente. O resultado foi a modernização completa das etapas de análise de viabilidade, emissão de alvarás e regularização empresarial. — Quando o poder público oferece segurança jurídica, rapidez e menos burocracia, naturalmente o município passa a atrair novos investidores. Foi exatamente isso que aconteceu em Navegantes — destaca o prefeito. Pelo segundo ano consecutivo, Navegantes ficou em primeiro lugar em Santa Catarina no quesito melhor funcionamento da máquina pública, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios do Centro de Liderança Pública (CLP). Em 2026, o município também venceu o XIII Prêmio Prefeitura Empreendedora de Santa Catarina na categoria Inclusão Socioprodutiva, com o programa Qualifica e Empreende. Inovação que nasce dentro da prefeitura A transformação digital de Navegantes aconteceu através de iniciativas internas, e um exemplo é o Painel SDER, uma plataforma criada por servidores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita. A ferramenta possui custo zero e concentra dados, indicadores e ferramentas de gestão pública de forma integrada e transparente. O projeto rendeu ao município o prêmio Projeto Inovador 2026 no 9º Congresso Catarinense de Cidades Digitais e Inteligentes. No campo da inovação empresarial, uma das principais iniciativas é o programa Ativa Navega, que contempla encontros com empreendedores, líderes, instituições de ensino e a comunidade para criar governança local, mapear atores e definir setores prioritários. Em 2026, já foram realizados três encontros, com participação da Associação Empresarial de Navegantes (ACIN). — A inovação faz parte da essência do nosso governo. Nós entendemos que, sem inovação, ficaremos para trás. Hoje, praticamente não utilizamos mais papel nos processos internos. As viabilidades são automatizadas e, em grande parte dos casos, já não dependem de análise manual. Todo esse processo de transformação digital trouxe ganhos importantes em economia de tempo, eficiência administrativa e produtividade dos servidores públicos — afirma Ventura. Qualificação profissional para uma cidade com mais de mil vagas abertas Navegantes tem hoje mais de mil vagas de emprego abertas, e muitas delas passam por dificuldades para serem preenchidas. O dado revela a força da economia local, e o desafio que ela impõe à gestão pública: preparar a mão de obra para ocupar essas posições. A resposta da cidade é o programa Qualifica e Empreende, desenvolvido em parceria com Sebrae e Senai, com cursos de curta e média duração voltados às necessidades reais do mercado. Entre as principais áreas atendidas, estão os setores de serviços, logística, construção civil e indústria. — Temos demanda em praticamente todos os setores da economia. Nosso compromisso é garantir que os moradores da cidade tenham acesso à qualificação necessária para ocupar essas vagas e crescer profissionalmente. Não podemos conviver com um grande número de vagas abertas sem investir na preparação da nossa mão de obra local — afirma o prefeito. Qualidade de vida como compromisso O crescimento econômico de Navegantes tem um contraponto: a qualidade de vida da população. Para garantir que a comunidade permaneça engajada mesmo com o crescimento exponencial, a cidade promove atividades como o programa Navega Movi, que oferece modalidades esportivas gratuitas para mais de cinco mil pessoas. A comunidade tem acesso a aulas de pilates, yoga, academia ao ar livre, grupos de bike, lutas, dança e atividades para crianças, jovens e idosos. Aos finais de semana, as praças e o Espaço de Contemplação recebem programação com música ao vivo. Nesses espaços, os moradores podem assistir ao pôr do sol com música e atividades culturais. Na saúde, a Prefeitura também tem feito investimentos, com duas novas Unidades Básicas de Saúde e ampliação no hospital municipal. Ainda no quesito de qualidade de vida, um programa de infraestrutura de lazer nos bairros vai garantir praças, quadras poliesportivas e áreas de convivência descentralizadas por toda a cidade. — De nada adianta uma cidade crescer economicamente sem garantir qualidade de vida para a sua população. Não basta apresentar números expressivos na economia se esse crescimento não se refletir na vida de quem mora, trabalha e constrói sua história na cidade. Nosso compromisso é justamente buscar esse equilíbrio: fazer Navegantes crescer de forma organizada, sustentável e humana — conclui Ricardo Ventura. Caminhos do Litoral Norte - Navegantes
Camarão asiático gigante invade áreas protegidas no Brasil Um trabalho colaborativo com pescadores do Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape-Cananéia-Ilha Comprida, no Litoral Sul de São Paulo, revelou a presença de uma espécie exótica na região. Entre 2015 e 2025, pesquisadores registraram diversas capturas do camarão-gigante-da-malásia (Macrobrachium rosenbergii), originário da Ásia. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp Durante o período, cerca de 25 pescadores artesanais receberam treinamento para identificar o crustáceo e registrar as capturas incidentais durante suas atividades pesqueiras. Sempre que encontrava um exemplar, a equipe informava o local da captura aos pesquisadores e fornecia o animal para análise. Em dez anos de acompanhamento, o estudo registrou 90 exemplares da espécie no complexo estuarino. A simples presença da espécie, no entanto, não é o maior problema. Os pesquisadores descobriram fêmeas com ovos nos locais estudados, o que indica que o camarão está se reproduzindo e colonizando áreas protegidas brasileiras às quais não pertence originalmente. Invasor no litoral: camarão-gigante-da-malásia se estabelece em área preservada Edison Barbieri Nas cidades de Cananéia (SP) e Iguape (SP), a equipe encontrou cinco fêmeas nessas condições, uma evidência considerada fundamental de que as populações já são autossustentáveis. “A simples captura de indivíduos não comprova que a população esteja estabelecida, já que eles poderiam ser apenas organismos provenientes de escapes recentes da aquicultura (criação). Entretanto, a presença de fêmeas carregando ovos demonstra que o ciclo reprodutivo está ocorrendo no local”, explica o autor principal do estudo, Edison Barbieri, diretor do Núcleo Regional de Pesquisa do Litoral Sul do Instituto de Pesca. Ameaça do "camarão gigante" Invasor no litoral: camarão-gigante-da-malásia se estabelece em área preservada jujuwild/iNaturalist Ao se estabelecer na região, o camarão-gigante-da-malásia passa a competir com as espécies nativas por alimento, abrigo e espaço. Essa dinâmica altera a estrutura das cadeias alimentares do ecossistema. Além disso, há o risco de o animal invasor abrigar vírus e bactérias. Um grande exemplo é o vírus da Síndrome da Mancha Branca, doença que afeta camarões em todo o mundo. Como o invasor chegou ao Brasil Cientistas alertam para invasão de camarão-gigante asiático no litoral de São Paulo Edison Barbieri Nativo do Sudeste Asiático, o camarão-gigante-da-malásia foi introduzido no Brasil em 1977 para testes na carcinicultura, que é o cultivo de camarões em cativeiro. Desde então, sucessivos escapes dos viveiros permitiram a dispersão da espécie para diferentes bacias hidrográficas e estuários — ecossistemas costeiros de transição — do país. Segundo Barbieri, a atividade de cultivo continua sendo a principal porta de entrada do animal nos ecossistemas naturais. “O cultivo comercial do camarão em diferentes regiões brasileiras gera riscos permanentes de fuga de indivíduos para rios, lagoas e estuários”, afirma o pesquisador. Apesar disso, os escapes não explicam o sucesso da invasão sozinhos. O crustáceo possui características biológicas que favorecem a rápida adaptação a novos ambientes, suportando diversas condições ambientais. O camarão invasor tolera tanto água doce quanto salobra, tem comportamento territorial e apresenta alimentação oportunista. O animal também se destaca pelo crescimento e maturação sexual rápidos, além da produção de uma grande quantidade de ovos. Presença em áreas protegidas acende alerta Camarão-gigante-da-malásia se estabelece em área preservada Syrist/Wikimedia Commons Além dos registros na região de Cananéia, o estudo identificou ocorrências do camarão-gigante-da-malásia em outras áreas protegidas ao longo do litoral brasileiro. Para Barbieri, o cenário no Litoral Sul paulista é de extrema preocupação, pois o complexo estuarino é considerado um dos ambientes costeiros mais importantes do país para a conservação da biodiversidade. Veja também: Corrida pela tainha: por que o Brasil suspendeu a pesca do peixe mais procurado do inverno? Águas de Lindóia: fontes de 15 mil anos unem relatos de cura e mistério espacial Maior serpente peçonhenta das Américas dá à luz 6 filhotes no Butantan O local abriga uma grande variedade de peixes, crustáceos e aves, funcionando como um verdadeiro berçário natural para diversas espécies de importância ecológica e econômica. Assim como ocorre com outras invasões biológicas, a erradicação completa do camarão-gigante-da-malásia após o seu estabelecimento é considerada muito difícil. Por esse motivo, o cientista defende que o monitoramento e a prevenção devem ser contínuos. “Após o estabelecimento de uma espécie invasora, sua erradicação completa geralmente é muito difícil e, em muitos casos, inviável. Por isso, a estratégia mais eficaz continua sendo a prevenção”, ressalta. Camarão-gigante-da-malásia é utilizado na culinária svetlanarussia/iNaturalist Para reduzir o impacto e controlar o problema, o estudo recomenda uma série de medidas: Monitoramento permanente de espécies exóticas; Fortalecimento da vigilância ambiental; Avaliação contínua das interações entre espécies invasoras e nativas; Estudos genéticos e epidemiológicos; Ampliação dos registros em bancos de dados de espécies invasoras; Desenvolvimento de políticas públicas específicas para prevenção e controle. *Sob supervisão de Rodrigo Peronti. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente
Fue condenado a 25 años de cárcel por apropiarse de unos 8.000 millones de dólares de los inversores para sostener una vida de lujos y excesos
Sede da Goiás Tecnologia, em Goiânia Yanca Cristina/g1 Goiás O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), sancionou nesta segunda-feira (8) dois projetos voltados à ampliação do acesso da população aos serviços públicos por meio da tecnologia. A Goiás Tecnologia (GOtech) será responsável por integrar sistemas governamentais, desenvolver soluções digitais e impulsionar a inovação no setor público. Entre as prioridades da nova empresa estão a expansão do programa IA Contra o Crime e a oferta de serviços de interesso público pelo WhatsApp. Também foi sancionado o Pequi Bank, plataforma de serviços financeiros que terá foco em crédito e inclusão financeira para micro e pequenos empreendedores. Segundo o governo, a iniciativa tem potencial para movimentar cerca de R$ 16 bilhões por ano em Goiás. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp As medidas integram um pacote de ações que será lançado ao longo deste mês. Entre os projetos previstos está ainda o Distrito de Inovação de Goiás, iniciativa voltada à atração de investimentos, geração de empregos e formação de mão de obra qualificada para o setor tecnológico. Agora no g1 Goiás Tecnologia Durante coletiva de imprensa, em Goiânia, Daniel Vilela afirmou que a Goiás Tecnologia nasce com a missão principal de facilitar a vida dos cidadãos por meio de soluções tecnológicas voltadas à gestão pública estadual e municipal. A GOtech é resultado da incorporação direta da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park. O presidente da Goiás Tecnologia, João Batista Grego, ressaltou que a companhia será uma plataforma estratégica para ampliar a digitalização dos serviços públicos e melhorar a relação entre o cidadão e o Estado. O objetivo é tornar essa interação mais simples e eficiente. “Toda vez que o cidadão interage com o Estado sem perder tempo, sem estresse e com agilidade, estamos implementando uma grande transformação”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Pequi Bank: conheça projeto que prevê movimentar R$ 16 bilhões por ano em Goiás Governo de Goiás abre 424 vagas para cursos gratuitos de tecnologia em Goiânia e Senador Canedo Com pré-candidatura de Caiado à Presidência, vice Daniel Vilela deve assumir Governo de Goiás Ele explicou que Goiás já é reconhecido como o estado mais digitalizado do Brasil, com mais de 700 serviços totalmente digitalizados disponíveis ao cidadão. Agora, o desafio é tornar o acesso a esses serviços ainda mais intuitivo. O presidente também enfatizou que a Goiás Tecnologia não representa a criação de uma nova estatal. A empresa resulta da reorganização de estruturas já existentes, com redução de custos, otimização de recursos e integração de talentos da área de tecnologia espalhados por diferentes órgãos públicos. Entre as áreas de atuação da companhia estão soluções de inteligência artificial, atendimento digital ao cidadão, infraestrutura de tecnologia da informação, sistemas de gestão pública e projetos de energia limpa por meio de usinas fotovoltaicas, e fará parte da estrutura administrativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Sobre o programa IA Contra o Crime, Daniel Vilela afirmou que o projeto é atualmente a principal iniciativa da Goiás Tecnologia. O sistema utiliza inteligência artificial para identificar rapidamente autores de crimes e será ampliado para mais de 200 municípios até outubro. “Hoje já temos mais de 500 câmeras em operação, mas o mais importante é o sistema de inteligência artificial, que consegue identificar com muita rapidez os autores de crimes. Até outubro, estaremos presentes em mais de 200 cidades”, afirmou. João Batista Grego complementou informando que a meta é ampliar a estrutura de monitoramento para cinco mil câmeras instaladas em pontos diferentes do estado. Outro foco da transformação digital será a ampliação dos serviços oferecidos pelo WhatsApp. Daniel explicou que a primeira etapa incluirá serviços como renovação da CNH e emissão da carteira de identidade. Posteriormente, a plataforma passará a integrar áreas como saúde e educação. “A ideia é que todos os serviços do governo possam ser encontrados facilmente pelo WhatsApp, seja para um jovem, um idoso ou até mesmo uma pessoa analfabeta, utilizando recursos de áudio”, afirmou. João Batista Grego, presidente da GOtech Yanca Cristina/g1 Goiás Pequi Bank Daniel Vilela também apresentou detalhes do Pequi Bank, iniciativa desenvolvida em parceria com a Goiás Fomento para ampliar o acesso a serviços financeiros e crédito social. Segundo o governador, a plataforma terá foco nos micro e pequenos empreendedores, além de apoiar programas sociais do governo estadual. “O Pequi Bank vai oferecer crédito social subsidiado para pequenos e médios empreendedores, além de jovens que precisam de apoio para iniciar ou ampliar seus negócios”, declarou. O governador explicou que o banco digital será sustentado por uma parceria estratégica com a Goiás Fomento e permitirá ao Estado oferecer serviços financeiros mais acessíveis, ao mesmo tempo em que gera receitas para financiar políticas públicas. “O objetivo é oferecer serviços financeiros mais baratos ao cidadão e, ao mesmo tempo, criar uma alternativa de receita para o Estado”, afirmou. Daniel destacou ainda que a plataforma utilizará inteligência artificial para agilizar a análise de crédito dos empreendedores. “Com o Pequi Bank, estaremos preparados para atender rapidamente as necessidades financeiras dos empreendedores, utilizando inteligência artificial para analisar, em poucos minutos, o histórico e as condições de quem busca um financiamento”, afirmou. “Precisamos criar novas formas de geração de receita, reduzindo despesas e garantindo equilíbrio e sustentabilidade fiscal para o Estado no longo prazo”, concluiu. Daniel Vilela, Governador de Goiás Yanca Cristina/g1 Goiás 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba A Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) registrou um caso de esporotricose em um cachorro no bairro Santa Rosa. A informação foi divulgada no início da tarde desta segunda-feira (8), nas não há confirmação de quando houve o diagnóstico. 🔎 A esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix, presente no solo e em vegetais, que pode atingir humanos e animais. Nos pets, os principais sintomas são feridas que não cicatrizam, dificuldade para respirar, espirros com secreção, aumento do focinho e apatia. Segundo a prefeitura, este é o primeiro caso de esporotricose notificado ao Centro de Controle de Zoonoses em 2026. Nenhum novo caso suspeito foi identificado. Não há confirmação sobre o estado de saúde do cachorro infectado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Após a confirmação, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou uma investigação epidemiológica com busca ativa e ações educativas na região. Segundo a prefeitura, a iniciativa integra a rotina do órgão sempre que há registros da doença. Três semanas de ação Durante três dias consecutivos, equipes visitaram 310 imóveis em um raio de 200 metros do endereço do caso positivo. Nas visitas, veterinários e técnicos explicaram que a doença afeta principalmente os gatos — considerados os maiores transmissores — por meio de arranhões, mordidas ou contato com feridas e secreções. Além das visitas domiciliares, também foram realizadas ações de conscientização em agropecuárias, pet shops, nas USFs Santa Rosa I e II, na Escola Estadual Avelina Palma Losso e em dois estabelecimentos veterinários do bairro. Orientação Segundo a Prefeitura, apesar da gravidade, a doença tem tratamento para humanos e animais. Caso haja um caso suspeito, a orientação é que os tutores: procurem atendimento veterinário comuniquem o CCZ pelo telefone (19) 3427-3008. Bom Dia Bicho: saiba os cuidados que devem ser tomados para evitar a esporotricose Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.
León XIV ha tenido una reunión privada de cerca de una hora con seis víctimas. Se ha comprometido a que la “Iglesia pueda ser verdaderamente un lugar seguro”