News in Easy English: Idol group of women, average age 55, cheers up people in Japan
FUJISAWA, Kanagawa -- An idol group in this city has female members with an average age of 55. They want to encourage women to find new things they lo
"IDOL" · 총 53건
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FUJISAWA, Kanagawa -- An idol group in this city has female members with an average age of 55. They want to encourage women to find new things they lo
A petitioner from the Hindu side has blamed the ASI for the removal of the idol, while a representative from the Muslim side has objected to its installation.
TOKYO -- Japanese idol group Arashi's farewell concert tour generated an estimated 137.5 billion yen (about $858 million) in economic impact across 15
What is Iam Tongi's net worth? Discover his record contracts, streaming revenue, tour fees, biggest songs, and how the American Idol winner earns his money.
The8 and Vernon of Seventeen are joining forces with a team of hitmakers, including Pharrell Williams and Kirara, the pair’s agency Pledis Entertainment announced Monday. The two idols will form the subunit duo V8 to release a namesake EP on June 29. The mini album captures the freedom and energy they found to keep moving forward and the synergy between the two members. Several songwriters and producers will collaborate with V8 on the album, from Bumzu, the mastermind behind Seventeen’s success,
Cultura e criatividade: produtos asiáticos movimentam o mercado no Maranhão Com o crescimento global do interesse por dramas asiáticos, K-pop e pela cultura Hallyu, negócios ligados à cultura coreana vêm ganhando espaço em São Luís. Fãs e consumidores desses produtos começaram a usar itens para uso pessoal e, aos poucos, perceberam uma oportunidade de empreender, criando lojas online ou físicas especializadas. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O movimento mostra como a paixão cultural pode se transformar em negócio, conectando o público local às tendências que conquistam o mundo. É nesse universo que surge a primeira loja física de produtos asiáticos em São Luís, criada pela empreendedora Isabela de Paula. Ela começou a se interessar pelos dramas coreanos e, aos poucos, transformou o hobby em negócio. Inspirada pelo estilo, pelos produtos e pela gastronomia da Coreia, Isabela percebeu que havia demanda entre amigos e seguidores nas redes sociais e decidiu apostar na própria loja especializada. Isabela de Paula transformou a paixão pelos dramas asiáticos em um negócio inovador em São Luís, com a loja Divulgação/ Redes Sociais “Percebi a oportunidade ao notar o crescimento do interesse pelo K-pop, dramas e produtos orientais, e que muitas vezes as pessoas precisavam recorrer a compras online. Vi que dava para criar um espaço físico onde os fãs pudessem se conectar com esse universo”, disse Isabela. Com experiência em gestão, ela tinha a base necessária para transformar a paixão em negócio. A transição de fã para empresária aconteceu naturalmente. “Minha experiência em gestão me deu a base para abrir a loja. A transição de fã para empresária aconteceu de forma natural”, completou. Inspirada por esse movimento de consumidores apaixonados pela cultura coreana, outra empreendedora também decidiu apostar no segmento em São Luís. Thayanne Paiva não só abriu uma loja física, como expandiu seu negócio com dois quiosques em shoppings da cidade, consolidando o crescimento do empreendimento e mostrando que o mercado de produtos asiáticos na capital maranhense ainda tem muito espaço para se desenvolver. “Eu nunca imaginei que meus hobbies poderiam se transformar em um negócio. Mas quando percebi que havia muitos fãs aqui querendo ter acesso aos produtos, decidi apostar”, conta Thay. Thayanne Paiva, fã de K-pop e K-drama, transformou paixão em negócio em São Luís Divulgação Thayane Paiva é enfermeira, mas se tornou uma das pioneiras em São Luís a empreender com produtos ligados à cultura coreana. Ela conheceu os dramas asiáticos e o K-pop em 2022, por influência da família do marido, especialmente da sogra, que já era fã da cultura. Inicialmente sem interesse, Thay se apaixonou pela cultura ao mergulhar nesse universo e descobrir os produtos e a gastronomia. “Sou enfermeira de formação, mas sempre gostei de estar com pessoas, de conversar. Quando você trabalha com aquilo que gosta, tudo se torna muito melhor. Estou na loja falando de K-pop, de dramas… é maravilhoso.” Foi justamente essa paixão que a motivou a criar uma loja física e também a pensar em cada detalhe da experiência dos clientes. Thayane dá atenção especial à escolha dos produtos, equilibrando itens que refletem seu próprio gosto com aqueles que estão em alta na cultura coreana e nas redes sociais, garantindo que cada produto desperte interesse e satisfaça os fãs. “A gente escolhe muito pelo nosso gosto. Experimentamos tudo antes, vemos o que é bom. E também seguimos tendências, o que aparece nos dramas, o que está hypado na internet. Produtos como o copico, que sempre aparecem nos K-dramas, saem muito.” Essa dedicação ao público e ao mercado mostra como a paixão pela cultura asiática pode se transformar em um negócio sólido e inovador, servindo de exemplo para outros empreendedores e destacando o potencial do setor de produtos coreanos em São Luís e no Maranhão. A paixão pela cultura asiática levou Thayanne a abrir uma loja física e dois quiosques em São Luís. Divulgação Redes Sociais Economia criativa em ação: mais um nicho de oportunidades A economia criativa é o setor que gera valor a partir da criatividade, cultura e conhecimento, conectando ideias e paixão a oportunidades de mercado. Divulgação/ Rede Sociais Além das lojas físicas de produtos asiáticos, o universo digital também tem sido palco de inovação e empreendedorismo cultural. É o caso de Ruth Myrian Moraes e Silva e Maria Vitorya Almeida, amigas e fãs de K-pop e dramas asiáticos, que transformaram a paixão em negócio criando uma loja online de produtos personalizados, como camisas e canecas, com artes inspiradas nos dramas e grupos que acompanham. Mesmo com experiências profissionais diferentes, Ruth trabalhou em padarias e vendas, enquanto Vitorya atuou em estética e turismo, ambas sempre tiveram contato com empreendedorismo. O projeto nasceu da vontade de ter algo próprio, unir criatividade à cultura que amam e gerar produtos autênticos para outros fãs. “Não é um peso criar, é um momento de expressão e criatividade. Adoramos assistir novos dramas e acompanhar os idols para gerar as artes, e isso reflete nosso amor pelo universo asiático”, contam Ruth e Vitorya. Esse exemplo mostra que a economia criativa vai além de lojas físicas: ela também cria oportunidades em nichos digitais, personalizados e culturais, ampliando o mercado de produtos ligados à cultura asiática em São Luís. Economia criativa A economia criativa é o setor que gera valor a partir da criatividade, cultura e conhecimento, conectando ideias e paixão a oportunidades de mercado. Nesse modelo, produtos e serviços não se limitam a bens materiais: eles envolvem experiências, inovação e identificação com públicos específicos. Música, moda, gastronomia, design e cultura pop são exemplos de áreas que se beneficiam desse tipo de economia. No Maranhão, empreendedores têm encontrado espaço para explorar nichos culturais e transformar interesses pessoais em negócios rentáveis. É o caso do mercado de produtos asiáticos em São Luís, que vem crescendo junto com o interesse por K-pop, K-drama e K-beauty. Empreendedoras como Isabela de Paula e Thayanne Paiva perceberam que fãs da cultura asiática buscavam produtos e experiências que ainda não estavam disponíveis localmente. Ao unir paixão cultural à gestão de negócios, elas se tornaram exemplos de como a economia criativa permite transformar cultura em empreendimento sólido, gerando emprego, renda e fortalecendo a identidade cultural local. Empreendedorismo em alta: o crescimento das micro e pequenas empresas no Maranhão O movimento mostra como a paixão cultural pode se transformar em negócio, conectando o público local às tendências que conquistam o mundo. Divulgação O Maranhão vem apresentando um crescimento significativo no número de micro e pequenas empresas, que representam atualmente cerca de 87% do total de negócios no estado. Segundo Antônio Veras, gerente da unidade de negócios do Sebrae em São Luís, de 2021 a 2026, o aumento nesse segmento chega a aproximadamente 47,5%. “Isso significa um potencial gigantesco na economia local, territorial, uma força que gera emprego, que gera renda. O Sebrae tem atuado diretamente para que esse crescimento continue, dando suporte para que cada vez mais micro e pequenas empresas encontrem seu espaço no mercado”, destaca Antônio. O gerente do Sebrae ressalta que, para além da formalização, uma boa gestão é fundamental para que os negócios prosperem. O apoio de instituições como o Sebrae ajuda os empreendedores a desenvolverem competências e manterem seus negócios em um mercado competitivo. “Não basta apenas a formalização ou a abertura de empresas. É preciso ter uma boa gestão e, nesse quesito, ninguém melhor do que o Sebrae para estar de braços dados com o empreendedor”, afirma Antônio. O crescimento também é perceptível em nichos específicos, como o empreendedorismo feminino e outros setores estratégicos do mercado. Projetos do Sebrae, como o Plural, têm atuado diretamente para fortalecer esses públicos, oferecendo apoio estratégico e visibilidade, não apenas local, mas também nacional. “Existem projetos que trabalham especificamente para esses públicos, como o Plural, ajudando-os a desenvolver seus negócios de forma atuante e com destaque”, afirma Antônio. Esses dados reforçam que o empreendedorismo no estado não é apenas uma tendência, mas uma força econômica consolidada, capaz de gerar renda, empregos e novas oportunidades — inclusive em nichos de mercado emergentes, como o de produtos ligados à cultura coreana, que vem se expandindo em São Luís.
On January 22, 2024, the new Ram Lalla idol was consecrated at the temple in Ayodhya
The 46-year-old former Singapore Idol contestant earned praise for staying composed on stage despite flubbing the lyrics and singing in an unfamiliar language.
From the roof to the floor and from bedsheets to doormats, the room of Muhammed Roshan, 24, has been customised around the twin themes of Portugal and football icon Cristiano Ronaldo
FUJISAWA, Kanagawa -- An idol group in this eastern Japan city, consisting of female members with an average age of 55, are encouraging women to pursu
Marjane Satrapi morreu aos 56 anos Getty Images / BBC A escritora e cineasta franco-iraniana Marjane Satrapi, que morreu em Paris aos 56 anos, foi uma importante cronista das experiências das mulheres sob as restrições políticas e sociais do regime iraniano. Ela foi uma das poucas artistas que conseguiu incorporar a história moderna do Irã ao cenário artístico global por meio de uma narrativa inteiramente pessoal. Com sua obra autobiográfica Persépolis, Satrapi conquistou a atenção internacional e alcançou aclamação mundial. A graphic novel narra a repressão política durante a era do xá Reza Pahlavi — que foi xá do Irã de 1941 a 1979 —, bem como os sombrios e dolorosos primeiros anos da República Islâmica, após a Revolução Iraniana de 1979. Segundo amigos de Satrapi citados pela imprensa francesa, a morte da autora ocorreu aproximadamente um ano após a morte de seu marido, Matteo Ripa; alguns descreveram sua morte como "por tristeza". Agora no g1 Em uma mensagem divulgada na quinta-feira (4/6), o presidente francês Emmanuel Macron descreveu Satrapi como "uma grande artista" que transformou sua infância em "uma lenda universal". Ele acrescentou que, por meio de "sua perspectiva infantil, seu humor, sua bondade e seus demônios interiores", ela criou "uma obra universal deslumbrante na qual os leitores se viam refletidos". Inúmeros artistas também reagiram à morte de Satrapi. O cartunista francês Joann Sfar escreveu no Instagram: "Você mudou o mundo com quadrinhos, e você não se importava com quadrinhos. Perdi minha irmã gêmea." O autor franco-sírio Riad Sattouf, criador do aclamado quadrinho de memórias O Árabe do Futuro, escreveu: "Seu trabalho abriu um caminho que muitos seguiram; e, acima de tudo, eu." Com Persépolis, Marjane explicou a Revolução Iraniana ao mundo como ninguém antes dela Getty Images / BBC Do Irã ao exílio Marjane Satrapi nasceu em 22 de novembro de 1969, em Rasht, no centro-norte do Irã, em uma família com visões políticas de esquerda. Sua mãe era descendente do xá Nasser al-Din Xá Qajar, monarca da Pérsia entre 1848 e 1896. A política estava profundamente entrelaçada com a história de sua família, e vários de seus parentes sofreram prisão ou repressão. Essa memória da violência estatal moldou sua consciência política desde a infância. Mais tarde, sua família se mudou para Teerã, a capital do Irã, onde ela cresceu. Ela tinha nove anos quando a Revolução Iraniana eclodiu, e sua adolescência coincidiu com o aumento das restrições às liberdades individuais, particularmente a repressão às mulheres e as limitações à liberdade de vestimenta. Anoosh, tio de Marjane — um membro proeminente do movimento comunista iraniano e alguém com quem ela tinha uma relação muito próxima — foi executado por suas convicções políticas. Em 1983, aos 14 anos, em plena Guerra Irã-Iraque, ela foi enviada para Viena, onde passou a adolescência isolada. Após concluir o ensino médio, retornou ao Irã em 1989 e estudou Comunicação Visual na Faculdade de Belas Artes da Universidade Islâmica Azad. Após um casamento fracassado no Irã, mudou-se para a França em 1994. Até 1997, estudou ilustração em Estrasburgo antes de se mudar para Paris, onde desenvolveu uma carreira em pintura e literatura infantil, além de contribuir para diversas revistas e jornais. Durante esse período, suas ilustrações foram publicadas na revista The New Yorker e no jornal The New York Times. A publicação de Persépolis Em Persépolis, Satrapi narra sua infância no Irã durante os primeiros anos da Revolução Iraniana Getty Images / BBC No início dos anos 2000, Satrapi causou um profundo impacto com a publicação de sua autobiografia em quadrinhos Persépolis, na qual ela relata sua infância sob a República Islâmica e sua dolorosa partida para a Europa. Empregando um estilo visual simples e páginas em preto e branco, Satrapi retrata a complexidade da sociedade iraniana, bem como as consequências pessoais e políticas da ascensão do Aiatolá Khomeini ao poder. Como muitos iranianos, sua família esperava ver o fim da monarquia, mas logo se desiludiu com o estabelecimento do novo governo religioso. Em Persépolis, Satrapi mostra como as escolas adotaram normas islâmicas, o hijab se tornou obrigatório e a vida cotidiana foi remodelada pela pressão ideológica. Em entrevistas à imprensa francesa, ela afirmou que, aos 10 anos, se preparava para se tornar uma prisioneira política, pois tal possibilidade lhe parecia totalmente plausível. Essa simples declaração ilustra a atmosfera que marcou sua infância. Os relatos de tortura, prisões e execuções — elementos que faziam parte da realidade de seus primeiros anos — se tornariam, posteriormente, temas centrais em sua obra artística mais importante. A Guerra Irã-Iraque (1980-1988) — a segunda grande ruptura em sua vida — também ocupa um lugar de destaque no livro. O conflito transformou os bombardeios aéreos em uma realidade diária e adicionou a violência da guerra à violência política exercida pelo Estado. No entanto, Satrapi não concebeu sua narrativa como algo puramente trágico. No livro, a adolescência também é apresentada como um período de rebeldia, descoberta musical e desafio. Ela ouve música ocidental secretamente, usa roupas proibidas e confronta repetidamente a polícia da moralidade. Essa resistência cotidiana se tornaria, eventualmente, um dos temas centrais de sua obra. Em 2003, ela declarou: "Aquela imagem da mulher vestida de preto — parecendo um corvo — e do homem extremista com barba — o que vocês viram na televisão — é o que o governo permitiu que fosse visto. Mas o Irã é uma ditadura, e uma ditadura não mostra tudo." Ela também expressou seu pesar pelo que descreveu como estereótipos em torno de seu país natal. O primeiro volume de Persépolis ganhou um prêmio no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, em 2001. Seguiram-se mais três volumes e, em 2007, a obra foi adaptada para o cinema pela própria Satrapi, em colaboração com Vincent Paronnaud. O filme ganhou dois prêmios César e o Prêmio do Júri no Festival de Cannes naquele mesmo ano. À época, ela declarou: "Embora este filme seja universal, eu o dedico a todos os iranianos." A adaptação cinematográfica de Persépolis, com o diretor Vincent Paronnaud, rendeu a Satrapi um prêmio em Cannes Getty Images / BBC Uma obra universal Sua autobiografia em quadrinhos — traduzida para diversos idiomas — permitiu que milhões de leitores compreendessem a Revolução Iraniana, a Guerra Irã-Iraque, o exílio e as contradições da identidade moderna a partir da perspectiva de alguém que vivenciou esses eventos em primeira mão. O livro recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio da Feira do Livro de Frankfurt e o Prêmio Alex da Associação Americana de Bibliotecas. Alguns observadores atribuíram o sucesso de Satrapi à sua capacidade de dar forma concreta a conceitos altamente abstratos; uma habilidade que conferiu à sua obra uma linguagem universal e permitiu que leitores do mundo todo se conectassem com Persépolis e com o universo de sua narradora. Críticos ocidentais frequentemente elogiaram Persépolis por seu humor sutil, simplicidade e eloquência — tanto no texto quanto nas ilustrações — e pelo relato franco de Satrapi sobre a revolução e a cultura iranianas através dos olhos de uma jovem e curiosa observadora. Ela buscava resgatar a humanidade de pessoas que, na percepção ocidental, são frequentemente reduzidas a meros estereótipos; uma missão que permaneceu presente em toda a sua obra subsequente. No entanto, o lançamento de Persépolis não foi isento de controvérsias. Em 2007, o Ministério da Cultura e Orientação Islâmica do Irã apresentou um protesto formal ao departamento cultural da embaixada francesa em Teerã devido à exibição do filme no Festival de Cannes. Da mesma forma, a Fundação Farabi de Cinema, principal organização estatal de fomento à indústria cinematográfica iraniana, descreveu Persépolis como uma obra "anti-iraniana", concebida com a intenção de incitar a opinião pública mundial contra a República Islâmica. O filme também provocou uma onda de protestos quando foi exibido no canal de televisão tunisiano Nessma. Alguns círculos religiosos, ativistas políticos e internautas classificaram o filme como "blasfemo", visto que uma de suas cenas retrata Deus em forma humana, um ato que os críticos consideraram como um ato de idolatria. Outros livros e filmes Satrapi foi premiada com o Prêmio Princesa das Astúrias Getty Images / BBC Após o sucesso de Persépolis, Satrapi criou outra história em quadrinhos, Bordados, publicada em francês em 2003 e em inglês em 2005. Um ano depois, ela publicou Frango com Ameixas, que ganhou um prêmio no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Em 2011, a obra foi adaptada para o cinema, com direção da própria Satrapi e estrelada por Golshifteh Farahani. Frango com Ameixas conta a história de Nasser Ali Khan, de seu amado târ — instrumento musical de cordas tocado no Irã, transformado em um violino na adaptação cinematográfica — e de seu amor por uma mulher chamada Irã, tudo ambientado em um contexto específico da história iraniana. Nasser Ali Khan, um músico com predileção por ensopado de frango com ameixas, acaba caindo em profunda depressão e tira a própria vida. Nessas obras, Satrapi explorou a esfera da vida privada: famílias, segredos e aspirações. Ela demonstrou que a política reside não apenas nas instituições, mas também nas relações humanas. Ao mesmo tempo, Satrapi não se limitou ao contexto iraniano. Em 2019, ela dirigiu o filme Radioactive. Trata-se de um drama biográfico centrado em Marie Curie, a cientista pioneira no campo da radioatividade. O filme traça a trajetória de vida de Curie desde sua juventude e seu encontro com Pierre Curie, passando pela descoberta do rádio e do polônio, até a conquista de seus dois Prêmios Nobel. Além de suas conquistas científicas, o filme examina os desafios que Curie enfrentou como cientista mulher em uma sociedade dominada por homens, bem como as perigosas consequências de suas descobertas. 'Mulher, Vida, Liberdade' Satrapi desempenhou um papel significativo, do exílio, nos protestos antigovernamentais do Irã Getty Images / BBC Durante o movimento Mulher, Vida, Liberdade, que surgiu no Irã após a morte da jovem Mahsa Amini, Satrapi tornou-se novamente uma figura proeminente no debate público. Em 2023 — um ano após o início do movimento — ela publicou a graphic novel Mulher, Vida, Liberdade, em francês e persa, em colaboração com mais de vinte ilustradores, iranianos e de outros países. No Brasil, a obra foi publicada em 2024. O livro explora as raízes históricas e políticas do movimento. Na introdução, Satrapi escreveu: "Este livro busca retratar o que está acontecendo no Irã e explicar — da forma mais clara possível para um público não iraniano — os eventos, tanto pequenos quanto grandes e complexos, que ocorreram; é a história de um movimento contínuo que permanece vivo e dinâmico." "A segunda missão do livro é dizer aos iranianos que eles não estão sozinhos. Mesmo que os políticos do mundo pensem apenas em termos políticos e não tomem medidas que beneficiem exclusivamente o povo iraniano, a sociedade civil ocidental os apoia", acrescentou. "Prova disso é a extraordinária colaboração de artistas ocidentais que nos ajudaram nessa imensa empreitada. Para um artista, o que poderia ser mais valioso do que o apoio artístico?" Satrapi descreveu os manifestantes iranianos como "lindos e inspiradores", acrescentando: "O que eu vivi, os jovens estão vivendo agora." Ela também enfatizou que uma característica marcante desse período foi a participação conjunta de mulheres e homens nos protestos, o que ela considerou uma fonte de esperança. Ao longo dos anos, Satrapi se consolidou como uma voz feminista reconhecida internacionalmente, embora ela própria se distanciasse de rótulos. Seu feminismo era fundamentado na experiência vivida, e não na teoria. Ela sempre enfatizou o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Em diversas ocasiões, afirmou que retornar ao Irã havia se tornado, na prática, impossível. Embora considerasse isso um alto custo pessoal, ressaltou que aqueles que protestavam nas ruas do Irã pagavam um preço infinitamente maior. Exílio e ativismo Exílio e ativismo Getty Images / BBC Além de sua experiência de vida no Irã, o exílio desempenhou um papel crucial na formação da identidade de Satrapi. Em uma entrevista republicada pelo Le Monde após sua morte, ela falou abertamente sobre um período em que viveu na pobreza. Para ela, o exílio não era simplesmente liberdade; era também uma experiência de profunda ruptura. Essa tensão entre liberdade e perda tornou-se um dos temas centrais de sua obra. A tensão entre saudade e liberdade marcou toda a sua vida. Ela nunca se desvinculou emocionalmente do Irã, mas também não estava disposta a sacrificar sua liberdade intelectual por nada, nem mesmo por seu país adotivo. Embora tenha adquirido a cidadania francesa em 2006, não hesitou em criticar abertamente as políticas francesas. Aliás, foi uma das poucas artistas iranianas que criticaram tanto sua própria cultura quanto o Ocidente. Em 2024, Satrapi recusou a Legião de Honra — a mais alta condecoração do Estado francês — citando o que descreveu como a "política hipócrita" do governo francês em relação ao Irã. Em sua mensagem de recusa, ela se referiu ao que considerava contradições na política francesa. Ela argumentou que, enquanto os filhos do que descreveu como a oligarquia governante do Irã podiam passar férias na França com facilidade, jovens iranianos que lutavam pela liberdade não conseguiam sequer obter vistos de turista. Com essa decisão, ela se juntou a uma lista de artistas e intelectuais proeminentes que rejeitaram a Legião de Honra, incluindo Jean-Paul Sartre, a ganhadora do Prêmio Nobel Annie Ernaux e o economista Thomas Piketty. Grande parte da obra de Satrapi explorou a interseção entre a experiência pessoal e a história política. Ela demonstrou que uma vida individual pode servir como um espelho para toda uma era histórica. Por meio de sua arte, ela também mostrou que as histórias em quadrinhos — ainda não totalmente consolidadas no Irã — podem servir como ferramentas de memória e resistência contra a simplificação política. Seu legado reside na maneira como ela usou histórias pessoais para desafiar visões simplistas do Irã e de seu povo.
[OSEN=김포공항, 조은정 기자]세븐틴 민규가 5일 김포국제공항을 통해 입국했다.한편 세븐틴은 단체·유닛·솔로를 아우르는 다채로운 콘텐츠로 '슈퍼 아이돌(Super IDOL)' 명성을 이어가고 있다. 최근 일본 대형 돔 공연장에서 성황리에 팬미팅을 마친 이들은 20~21일 인천아시아드주경기장으로 돌아와 '2026 SVT 10TH FAN MEETING 〈S
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