Platner and 'New Wave Left' Detest Western Exceptionalism
Graham Platner would have been dismissed as unacceptable in the Democratic party just a decade ago.
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Graham Platner would have been dismissed as unacceptable in the Democratic party just a decade ago.
Graham Platner would have been dismissed as unacceptable in the Democratic party just a decade ago.
Graham Platner would have been dismissed as unacceptable in the Democratic party just a decade ago.
People may debate whether Graham Platner or Ken Paxton is more unfit to serve in the United States Senate. But the answers will mostly depend on one’s partisan preferences. For a few folks, their own particular detestation of certain vices might be material. You may think that Paxton is worse because many of the allegations...
Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria Os empresários mais influentes do setor de inteligência artificial (IA) começaram a moderar o tom de previsões alarmistas sobre um suposto desemprego em massa causado pela tecnologia, em meio ao aumento da resistência pública às transformações prometidas para o mercado de trabalho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da OpenAI, Sam Altman — cujas declarações anteriores ajudaram a alimentar preocupações sobre os impactos da IA na sociedade — agora afirmam que parte dos alertas apocalípticos foi exagerada ou até oportunista. Em entrevista à Channel News Asia na segunda-feira (25), Huang criticou diretamente executivos que associam demissões recentes ao avanço da IA. “A narrativa que vincula a IA à perda de empregos, para muitos CEOs, é simplesmente conveniente demais”, afirmou. Agora no g1 “A IA acabou de chegar. Como é possível que já estejam perdendo empregos por causa dela?”, questionou Huang, que há anos defende que a tecnologia criará tantos postos de trabalho quanto eliminará. O executivo também rebateu previsões mais catastróficas do setor e disse que a recente onda de demissões em grandes empresas não foi provocada pela inteligência artificial. “Como é possível que a IA tenha se tornado realmente útil há apenas seis meses e, ainda assim, empresas digam que demitem pessoas por causa dela há dois anos? Isso não faz sentido”, declarou. “Era apenas uma forma de parecerem espertos, e eu detesto isso profundamente. Estamos assustando as pessoas de forma irresponsável”, acrescentou. Mea-culpa de Altman Na semana passada, o banco britânico Standard Chartered anunciou planos para cortar milhares de empregos até 2030, alegando que a inteligência artificial substituirá funcionários em diversas funções administrativas. Já a empresa responsável pelo Snapchat eliminou mil vagas no mês passado, afirmando que a IA aumentou a eficiência operacional enquanto a companhia busca rentabilidade. Sam Altman, CEO da OpenAI, também recuou parcialmente de previsões anteriores. Durante a conferência Accelerate AI, promovida pelo Commonwealth Bank of Australia em Sydney, ele afirmou que o avanço da IA não provocará o “apocalipse do emprego” previsto por parte da indústria — incluindo a própria OpenAI. “Eu achei que já teríamos visto um impacto maior sobre cargos executivos de nível inicial do que realmente ocorreu”, disse Altman, segundo o jornal The Australian. “Hoje entendo melhor por que isso não aconteceu — felizmente. Minhas intuições nessa área estavam erradas”, completou. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também suavizou o discurso. Recentemente, ele afirmou que, mesmo em um cenário em que 90% dos empregos sejam automatizados, os 10% restantes continuariam nas mãos de trabalhadores humanos, que seriam muito mais produtivos com o apoio da IA. Amodei há anos é alvo de críticas de rivais do setor, que o consideram excessivamente pessimista em relação aos riscos da tecnologia, apesar do sucesso comercial da Anthropic. No ano passado, Huang chegou a afirmar que discorda “de quase tudo o que ele diz”, em referência ao executivo. As mudanças de discurso de Altman e Amodei ocorrem em um momento em que OpenAI e Anthropic se preparam para possíveis aberturas de capital na bolsa, operações que dependem de forte apoio de investidores. Enquanto isso, o tom alarmista adotado anteriormente por parte da indústria começa a gerar reação negativa. Pesquisas de opinião indicam crescente desconforto do público — especialmente nos Estados Unidos — com a possibilidade de uma transformação profunda do mercado de trabalho impulsionada pela IA. Nesta quarta-feira (27), a governadora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Lisa Cook, alertou que os efeitos mais profundos da inteligência artificial sobre o emprego ainda podem estar por vir. “Podemos estar nos aproximando da reorganização do trabalho mais importante em gerações”, afirmou durante discurso na Universidade Stanford. Segundo Cook, as perdas de empregos relacionadas à IA podem ocorrer antes que os ganhos prometidos pela tecnologia se concretizem, embora a perspectiva de longo prazo continue sendo considerada positiva. Até o momento, porém, a maioria das instituições econômicas — entre elas o Banco Central Europeu — avalia que os impactos da inteligência artificial sobre o emprego seguem limitados. LEIA TAMBÉM: Inteligência Artificial já reduz emprego entre jovens no Brasil e ameaça formação profissional
O "Partido Povo Barata", da Índia, já tem um site com um formulário para quem quiser se "filiar" Site do Cockroach Janta Party A política indiana ganhou um mascote incomum: a barata. Não é o lótus do Bharatiya Janata Party (BJP), partido governista da Índia, nem o símbolo da mão do oposicionista Congress Party, mas sim uma barata — teimosa, detestada e considerada indestrutível — que recentemente se tornou um símbolo político improvável, mas com o qual jovens indianos se identificam online. O inseto ganhou destaque na semana passada após comentários controversos feitos pelo presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant. Durante uma audiência, ele teria comparado jovens desempregados que estão migrando para o jornalismo e o ativismo a baratas e parasitas. Mais tarde, ele esclareceu que se referia especificamente a pessoas com "diplomas falsos e fraudulentos", não aos jovens da Índia em geral. Agora no g1 Mas, a essa altura, seus comentários já haviam se espalhado pela internet, provocando indignação, piadas e uma revolta política satírica chamada “Cockroach Janta Party” (ou Partido do Povo Barata, em português, com a sigla CJP em inglês). Não se trata de um partido político formal, mas de um coletivo online fortemente satírico cujos critérios de adesão incluem estar desempregado, ser preguiçoso, passar muito tempo online e possuir "a habilidade profissional de reclamar". O "partido" foi criado por Abhijeet Dipke, estrategista de comunicação política e estudante da Universidade de Boston. Ele diz que a ideia surgiu como uma piada. Antes de se mudar para os EUA, ele trabalhou com o Partido Aam Aadmi (AAP), que surgiu de um movimento anticorrupção e é conhecido por sua forte presença nas redes sociais. "Pensei que deveríamos todos nos unir, talvez simplesmente criar uma plataforma", disse Abhijeet Dipke à BBC. O que aconteceu depois foi muito maior do que ele esperava. Em poucos dias, o CJP acumulou dezenas de milhares de inscrições por meio de um formulário do Google, inspirou a hashtag #MainBhiCockroach (“Eu também sou uma barata”) e recebeu o apoio de líderes da oposição. O coletivo foi fundado por Abhijeet Dipke, de 30 anos, que estuda em Boston Reprodução/X O movimento também saiu do ambiente online, com jovens comparecendo de livre e espontânea vontade vestidos como baratas em mutirões de limpeza e protestos, em uma adesão teatral ao rótulo. Na quinta-feira, a conta do Instagram do CJP ultrapassou 10 milhões de seguidores, superando a conta oficial do BJP — que é conhecido como o maior partido político do mundo por membros e tem cerca de 8,7 milhões de seguidores. No entanto, sua conta no X, com mais de 200 mil seguidores, está atualmente bloqueada na Índia. As pessoas que tentam acessá-la são informadas de que a conta está bloqueada “em resposta a uma demanda legal”. Mas o ímpeto continua crescendo. Para os apoiadores, o movimento representa o que uma pessoa chamou de "um sopro de ar fresco" em uma cultura política que muitos consideram excessivamente controlada e hostil à dissidência. Entre os apoiadores estão políticos da oposição como Mahua Moitra e Kirti Azad, além do advogado sênior Prashant Bhushan. O "Partido do Povo Barata" adotou uma abordagem irreverente na Índia - imagem produzida com inteligência artificial Site do Cockroach Janta Party Já os críticos o descartam como mero teatro político online ligado à oposição, apontando para a associação anterior de Dipke com o partido AAP e argumentando que se trata menos de uma rebelião espontânea e mais de política digital cuidadosamente elaborada. Além das reações imediatas, o movimento tornou-se um indicador de fadiga geracional entre muitos jovens indianos que dizem estar constantemente expostos à política online, mas raramente se sentirem representados por ela. A Índia tem uma das populações mais jovens do mundo, com cerca de metade de seus 1,4 bilhão de pessoas com menos de 30 anos. No entanto, a participação política formal permanece limitada. Uma pesquisa recente descobriu que 29% dos jovens indianos evitavam totalmente o engajamento político, enquanto apenas 11% eram membros de um partido político. “As pessoas estão frustradas porque não se sentem ouvidas ou representadas”, disse Dipke. Em todo o sul da Ásia, nos últimos anos, houve ondas de protestos liderados por jovens que abalaram governos no Sri Lanka, Nepal e Bangladesh, muitas vezes motivados pela insatisfação com empregos, preços e perspectivas estagnadas. Até agora, a Índia vinha evitando qualquer coisa semelhante, mas as pressões subjacentes são familiares. Uma economia em rápido crescimento não aliviou as preocupações com trabalho, desigualdade ou o custo crescente de simplesmente sobreviver. Para muitos que estão entrando na idade adulta, a educação não garante mais estabilidade, e a promessa de mobilidade ascendente pode parecer cada vez mais frágil. Embora Dipke rejeite comparações com os levantes no Nepal ou no Sri Lanka, dizendo que a situação da Índia é diferente, ele afirma que a frustração entre os jovens ainda é real — apenas expressa de maneiras mais fragmentadas e online. “A geração Z desistiu dos partidos políticos tradicionais e quer criar sua própria frente política em uma linguagem que eles entendam”, disse ele. O site do CJP reflete essa sensibilidade, lendo menos como um manifesto e mais como algo moldado na cultura da Internet. Ele se descreve como "a voz dos preguiçosos e desempregados", ao mesmo tempo em que afirma ter "zero patrocinadores" e "um enxame teimoso", convidando apoiadores a se juntar a um movimento para pessoas "cansadas de fingir que está tudo bem". Há formulários falsos, imperfeições propositais e uma linguagem visual que se aproxima mais de uma piada interna do que de uma instituição. E, no entanto, por trás do humor há reivindicações políticas reconhecíveis: responsabilização, reforma da mídia, transparência eleitoral e maior representação para mulheres. Elas aparecem ao lado de piadas autodepreciativas sobre consumo excessivo de conteúdo, desemprego e esgotamento político geral. O tom, em algum ponto entre a paródia e a sinceridade, faz parte de seu apelo. As piadas funcionam porque as frustrações por trás delas são familiares: emprego, desigualdade, corrupção e alienação política. Muitos apontaram que até mesmo a escolha do mascote faz sentido. A barata não é heróica ou ambiciosa, mas algo mais básico: resiliente, adaptável e capaz de sobreviver a condições hostis com expectativas muito baixas. É claro que essa mistura de humor e política não é novidade. Na Itália, o comediante Beppe Grillo canalizou o humor anti-establishment para o Movimento Cinco Estrelas, enquanto na Ucrânia Volodymyr Zelenskyy deixou de interpretar um presidente fictício na televisão para se tornar um verdadeiro. Nos EUA, a era de Donald Trump gerou repetidas discussões sobre se a própria sátira começou a desmoronar sob uma realidade política que muitas vezes já parece uma paródia. A versão da Índia assume uma forma mais online: um movimento impulsionado por memes, com temática de insetos, moldado por hashtags, esgotamento e desespero irônico. À primeira vista, parece incomum. Mas isso não está totalmente fora de lugar na política indiana. Políticos no país há muito adotam o poder do espetáculo, desde meditar em cavernas do Himalaia até trocar de partido em meio a cenas de legisladores sendo colocados em ônibus ou confinados em hotéis. As campanhas online contam com vídeos virais cuidadosamente coreografados e slogans impactantes projetados para ter o máximo alcance. Nesse contexto, um movimento político com tema de insetos parece estranhamente plausível. Também ajuda a explicar por que ele se espalhou tão rapidamente — não necessariamente porque os jovens indianos querem outro partido político, mas porque muitos estão procurando uma linguagem para expressar sua frustração. “Acho que o CJP é apenas o começo”, disse Dipke. “Os jovens estão fartos do sistema político atual e mais organizações juvenis surgirão.” Outros, no entanto, são mais céticos, dizendo que o partido provavelmente desaparecerá tão rapidamente quanto surgiu. De qualquer forma, o CJP já fez algo incomum na política indiana: por um breve momento, fez alguns jovens se sentirem vistos. Em épocas anteriores, a raiva política juvenil produzia manifestos. Em 2026, às vezes produz partidos de memes com mascotes de insetos.