Governo de MG lança plano de combate a queimadas até 2031 com investimento de R$ 440 milhões
Minas Gerais se mobiliza contra as queimadas
Para tentar reduzir as áreas queimadas nos próximos anos, o Governo de Minas apresentou, nesta segunda-feira (8), o novo Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais. A proposta prevê ações entre 2026 e 2031 e investimento de aproximadamente R$ 440 milhões.
O governador Mateus Simões (PSD) participou do lançamento do plano de combate às chamas. A estratégia aposta em um planejamento de longo prazo e na integração entre órgãos ambientais, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, universidades, produtores rurais e comunidades locais.
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A proposta do governo é manter uma atuação permanente ao longo de todo o ano, identificando riscos antes que os incêndios ocorram, fortalecendo a prevenção e preparando equipes e comunidades para enfrentar períodos cada vez mais críticos de seca e calor.
Monitoramento e bases de apoio
Entre as medidas previstas estão monitoramento climático, mapeamento das áreas mais vulneráveis e capacitação de brigadistas e moradores de regiões com maior risco de incêndio.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a agilidade no combate é essencial para evitar que o fogo se espalhe.
“A agilidade no combate é um diferencial para os incêndios florestais, para que eles não se alastrem (..,) as bases serão em Cochais de Baixo, Serra do Cabral, Serra Verde/Rola-Moça, Parque Estadual do Aimi, APA Alto do Mucuri e João Pinheiro. Neste ano, a operação será ampliada para a Serra do Papagaio", afirmou a comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Jordana de Oliveira.
Seca, calor e risco maior de queimadas
O plano também aponta que as mudanças climáticas têm aumentado a frequência das ondas de calor e dos períodos de seca prolongada, criando condições mais favoráveis para a propagação do fogo.
A preocupação é maior porque Minas Gerais reúne três biomas importantes: Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Cada um tem características próprias e diferentes níveis de vulnerabilidade às queimadas.
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, as condições climáticas deste ano indicam tendência de aumento no número de focos de calor. A redução dos incêndios, de acordo com a corporação, vai depender do monitoramento feito com apoio de tecnologia por satélite.
“Diminuir o foco vai depender desse monitoramento. E isso a gente faz da sala de monitoração, com tecnologia por satélite para monitorar focos de calor”, explicou a comandante-geral.
Corpo de Bombeiros combatendo as chamas no Serra do Rola-Moça.
Divulgação/CBMMG
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